Delegado preso por tráfico de drogas na Paraíba
O delegado da Polícia Civil Braz Morroni e dois agentes presos na manhã desta terça-feira (2), durante uma operação contra o tráfico de drogas em João Pessoa, serão afastados das funções e podem ser expulsos da corporação. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes.
A operação “Perfidus” investiga uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Segundo a Polícia Civil, agentes públicos usavam a estrutura do Estado para favorecer o grupo criminoso.
O secretário destacou que, além das medidas judiciais já adotadas; como prisões, buscas e apreensões e afastamento das funções; também haverá desdobramentos administrativos.
No documento judicial, Braz Morroni é descrito como alguém que teria participação ativa no esquema. Segundo o documento, ele não apenas toleraria as ações dos subordinados da Polícia Civil, mas seria beneficiário direto dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas.
A investigação sustenta que Braz Morroni recebia repasses de dinheiro provenientes das negociações realizadas pelos investigadores, cobrava rapidez na recuperação de valores referentes a drogas vendidas a prazo e utilizava sua posição hierárquica para oferecer proteção institucional ao grupo.
A decisão cita transferências financeiras feitas por Everton Aires, um dos integrantes dessa organização criminosa, para contas ligadas ao delegado, além de conversas interceptadas que indicariam a reserva de uma parcela dos lucros para Braz em operações de tráfico e comércio ilícito de drogas.
Também é mencionado que, em dezembro de 2025, o delegado teria comparecido pessoalmente à delegacia para receber sua parte dos recursos arrecadados com o tráfico de drogas.
Por esses elementos, o magistrado que autorizou a prisão, entendeu haver indícios de participação direta do delegado na estrutura criminosa, determinando sua prisão temporária, afastamento do cargo, bloqueio de bens e suspensão do porte de armas.
Em audiência de custódia realizada pela Justiça após a prisão, foi mantida a prisão temporária de Braz Morroni, nesta terça-feira (2). Ele foi encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa. (G1 PB)



