Protestos contra PL da Dosimetria reúnem manifestantes no Recife e outras capitais do país


Manifestantes foram às ruas em diversas cidades brasileiras, neste domingo (14), em protesto contra a aprovação do chamado PL da Dosimetria, projeto de lei que prevê a redução das penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os atos, realizados sob o lema “Sem Anistia para Golpistas”, foram organizados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e contaram com a participação de movimentos sociais, parlamentares, lideranças políticas e artistas. A mobilização integrou uma jornada nacional de protestos em várias regiões do país.

Em Pernambuco, as manifestações ocorreram no Recife, além de Caruaru, Petrolina e Salgueiro. Segundo os organizadores, os atos demonstraram que o estado rejeita qualquer tentativa de impunidade para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Durante a manifestação na Rua da Aurora, no Centro do Recife, a vereadora Liana Cirne (PT) afirmou que o PL da Dosimetria representa uma ameaça à democracia. “Estamos nas ruas para dizer que não aceitamos o PL da dosimetria, que nada mais é do que uma anistia disfarçada para Bolsonaro e para os generais que tentaram dar um golpe no nosso país. Esse projeto caminha para a inconstitucionalidade e representa um grave ataque à democracia”, declarou.

A deputada estadual Rosa Amorim (PT)também fez duras críticas ao Congresso Nacional. “É muita gente na Rua da Aurora para dizer que este Congresso brasileiro é inimigo do povo. É muita gente hoje na rua para afirmar que a anistia de hoje é o golpe de amanhã”, disse.

Para o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), deputado federal Carlos Veras, anistiar os envolvidos nos atos golpistas significa relativizar a gravidade da tentativa de ruptura institucional.
“O Brasil viveu uma tentativa de golpe. Defender anistia é legitimar a violência política. Quem atentou contra a democracia precisa ter uma dura resposta para que isso não se repita”, afirmou.

Veras destacou ainda a importância da mobilização popular contínua. “O povo na rua pode fazer com que sejam pautados assuntos de seu interesse, como o fim da jornada 6 por 1, sem redução salarial, e a defesa de direitos. Seguiremos mobilizados nas ruas e nas instituições para barrar retrocessos autoritários”, concluiu.

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