Izilda questiona motivação de conselheiros do Fundeb para barrar fiscalização em Afogados


A ex-conselheira do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb (CACS/Fundeb) de Afogados da Ingazeira, Izilda, divulgou uma nota pública na qual comenta sua saída do colegiado e afirma que passou a enfrentar resistência em razão de sua atuação na fiscalização dos recursos da educação.

Na manifestação, ela questiona críticas feitas à sua atuação, defende que sempre exerceu o papel de fiscalização com independência e transparência e afirma que um dos principais pontos de divergência com a gestão municipal envolvia questionamentos sobre a situação do Regime Próprio de Previdência Social do município. Confira a nota na íntegra:

Leia a nota:

Minha saída do Conselho do Fundeb de Afogados da Ingazeira-PE levanta questionamentos. Minha atuação sempre foi pautada pela independência, responsabilidade, legalidade e compromisso com a fiscalização dos recursos da educação. Ao cumprir esse papel, passei a questionar procedimentos e cobrar mais transparência e esclarecimentos à população.

Diante disso, cabe uma pergunta: por que uma conselheira que apenas exercia seu dever de fiscalizar passou a enfrentar tanta resistência? A sociedade merece respostas claras e verdadeiras. Também causa estranheza ver professores utilizarem um programa de rádio para defender o indefensável. Em vez de apresentarem fatos e documentos, fizeram afirmações que não correspondem à realidade.

Basta consultar as atas disponíveis no SISCACS, de acesso público.
O mais contraditório é que minha atuação, juntamente com a de outros cinco conselheiros representantes da sociedade civil, sempre buscou defender a educação e os direitos dos profissionais da área, inclusive das próprias professoras que hoje nos contestam.

O debate público deve ser pautado pela verdade, transparência e respeito. Quem fiscaliza o poder público deve receber respostas fundamentadas em documentos, e não ataques ou tentativas de desqualificação. Entre os diversos questionamentos apresentados pelo Conselho do Fundeb, um dos principais dizia respeito ao Regime Próprio de Previdência Social do município.

Dados de 2022 apontavam um desequilíbrio entre ativos e passivos de R$ 366.664.723,02. Sim, são milhões de reais. Esse foi, possivelmente, o maior motivo de insatisfação da gestão com a atuação fiscalizadora do Conselho.

No final da nota, Izilda relembra matéria do portal Causos & Causas sobre o julgamento das contas de 2019 da Previdência de Afogados da Ingazeira.

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