Edson Henrique mede forças com Danilo pelo comando da oposição, avalia blogueiro
Por Júnior Campos – Uma movimentação registrada nesta quinta-feira (30), véspera de feriado, sacudiu os bastidores políticos do Pajeú. O que antes era um grupo unido em torno de um projeto de oposição, agora apresenta uma fissura pública que coloca em rota de colisão suas duas principais lideranças: Danilo Simões e Edson Henrique.
A fissura foi escancarada pela divergência no apoio para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A movimentação redesenha o tabuleiro local e antecipa um embate de forças que terá consequências diretas nas eleições de 2026 e 2028.
Danilo Simões mantém posição com o deputado estadual Romero Sales Filho, mantendo uma linha de fidelidade ao grupo. Já Edson Zé Negão decidiram seguir um caminho diferente, fechando apoio ao ex-prefeito de Flores e pré-candidato a estadual, Marconi Santana (PSD), que foi rápido em ocupar o espaço aberto pela divergência interna, em torno de Romero Sales (PSD).
Embora ambos os lados permaneçam alinhados ao bloco da governadora Raquel Lyra, a divisão de apoios criou uma “eleição interna” dentro da oposição. Na prática, Danilo e Edson passam a medir quem tem mais fôlego político na cidade a partir do desempenho eleitoral de seus respectivos candidatos a estadual.
Os desafios de Danilo Simões
O cenário cria um desafio imediato para Danilo. Como pré-candidato a deputado federal, ele precisará agora administrar uma base dividida em seu principal reduto eleitoral, ao mesmo tempo em que vê seu ex-companheiro de chapa caminhar em direção política oposta.
O reflexo em 2028
A leitura é que esse movimento produz um efeito em cadeia. Ao antecipar o racha agora, os grupos já projetam o cenário de 2028. Se antes a oposição buscava um consenso para enfrentar o grupo de Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares, agora a prioridade parece ser a definição de quem liderará o campo oposicionista daqui para frente.




