Do Pajeú à Mongólia: mulheres do Semiárido na COP17


O Território do Pajeú, em Pernambuco, está presente nas discussões internacionais sobre o combate à desertificação por meio da participação de Apolônia Gomes da Silva na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia.

Apolônia integra a delegação brasileira na COP17 como membro titular da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). Ela leva ao espaço internacional não apenas a representação institucional brasileira, mas também experiências e aprendizados construídos junto às mulheres do Território do Pajeú.

Com o tema “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança.”, a COP17 reúne representantes de diversos países para discutir estratégias de enfrentamento à desertificação, à degradação das terras e à seca. Durante a conferência, Apolônia acompanhará painéis e debates, contribuindo para a troca de experiências e levando a perspectiva das mulheres do Semiárido brasileiro.

A participação também representa uma oportunidade de dar visibilidade internacional ao trabalho desenvolvido pela Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, que atua nas áreas de agroecologia, produção de alimentos, conservação ambiental, manejo da água e recuperação dos territórios.

“Estar na COP17 é também levar o Pajeú para o mundo e mostrar que as mulheres do Semiárido não são apenas afetadas pela desertificação. Elas são protagonistas na construção de soluções e na convivência com o Semiárido”, destaca Apolônia.

A presença de representantes de diferentes países reforça que a desertificação é um desafio global, mas seus impactos são sentidos diretamente nos territórios. Para as mulheres, especialmente as agricultoras, a degradação da terra e a escassez de água podem comprometer a produção de alimentos, a geração de renda e a qualidade de vida.

Por isso, colocar as mulheres no centro das estratégias de combate à desertificação é fundamental. A participação do Pajeú na COP17 reafirma que os conhecimentos, as experiências e a organização das mulheres do Semiárido têm muito a contribuir para a construção de territórios mais resilientes, sustentáveis e socialmente justos.

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