De Marília a Raquel: o histórico de Márcia Conrado ao atacar mulheres na política


Desesperada para eleger o marido deputado estadual e garantir a própria sobrevivência política em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado mirou a metralhadora contra a governadora Raquel Lyra na tentativa de cair nas graças do eleitorado de João Campos.

A mesma Márcia que hoje questiona a representatividade da governadora para as mulheres pernambucanas é quem, em 2022, atacava Marília Arraes de forma indireta, defendendo que era preciso ter mais mulheres na política, mas “não qualquer mulher”.

A mudança de discurso não surpreende quem acompanha a política pernambucana. Criticada por ex-aliados pela dificuldade de cumprir acordos e manter compromissos políticos, Márcia coleciona mudanças de posição conforme os interesses do momento. O que ontem servia como argumento para atacar Marília, hoje serve para atacar Raquel.

O problema é que os alvos mudam, mas o roteiro permanece o mesmo. Ontem foi Marília Arraes. Hoje é Raquel Lyra. Quando as conveniências eleitorais falam mais alto que as convicções, fica difícil enxergar coerência. A impressão que fica é a de uma política que muda de discurso com a mesma facilidade com que muda de lado.

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