Prefeitura de Flores acusada de maus-tratos contra animais

A vereadora de Juazeiro do Norte e ativista da causa animal, Jaqueline Gouveia, denunciou nesta terça-feira (18) uma situação absurda de maus-tratos contra animais no município de Flores, no Sertão do Pajeú.

De acordo com a denúncia feita pela vereadora, cães estão sendo mantidos em situação precária de maus-tratos no Centro Municipal de Proteção Animal (CEMPRA), órgão do governo municipal.

Em um vídeo publicado nas redes sociais é possível ver vários cachorros presos em baias imundas, com muitas fezes acumuladas de muitos dias. Além da sujeira e do mau cheiro insuportável, os animais estariam sem água e comida.

“Os cachorros sem água e sem comida no meio de fezes, com mofo, o mau cheiro aqui é terrível. Não tem água nos bebedouros, não tem comida, é inadmissível isso. A situação, cocô, podre, acúmulo de fezes”, diz a voz da uma mulher que gravou o vídeo.

Conversamos com integrantes da causa animal de Flores e as denúncias foram confirmadas. Há, inclusive, denúncia de animais saudáveis eutanaziados pela prefeitura, o que é proibido por lei.

O Blog Juliana Lima entrou em contato com a Prefeitura de Flores e está aguardando esclarecimentos acerca da denúncia. Há informação que o caso também foi levado ao conhecimento do Ministério Público e da Polícia Civil.

Independente da justificativa que a prefeitura dê para o problema, as imagens são claras de maus-tratos. A sujeira acumulada nas baias é de muitos dias sem limpeza. No local há filhotes pegos nas ruas aguardando para ser castrados. Com a palavra a secretária de Meio Ambiente de Flores, Luciana Miranda.

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Erickson Torres desiste da reeleição em Afogados

O vereador Erickson Torres anunciou na sessão desta terça-feira (18) que não irá disputar a reeleição nas eleições de outubro em Afogados da Ingazeira.

Filiado ao PSB, Erickson não entrou em detalhes sobre os motivos para tomar tal atitude, disse apenas que atendeu a um pedido do presidente da casa, Rubinho do São João,  também do PSB, para retirar a candidatura.

“Tive uma conversa com o vereador Toinho há alguns dias e essa conversa se repetiu com o vereador Argemiro nesse sentido. Por último, aí foi preponderante, foi crucial, que foi a conversa com o vereador dessa casa, o vereador Rubinho, e eles me fizeram um convite para ser ex. E eu não sou mais candidato. Evidente que eu vou sentir saudades, não tenha dúvidas”, disse o vereador no plenário da Casa Cirlene de Lima Alves.

Além de Erickson, outros vereadores também não irão disputar a reeleição em Afogados, a exemplo do presidente Rubinho do São João, de Toinho da Ponte e Sargento Argemiro.

 

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Justiça Eleitoral condena diretor da gestão Márcia por propaganda antecipada

A 71ª Zona Eleitoral de Serra Talhada condenou o empresário e diretor da Secretaria de Esporte e Lazer da gestão Márcia Conrado, Marcos Belo, ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil por propaganda eleitoral antecipada.

A sentença foi proferida nesta segunda-feira (17) pela juiza eleitoral em exercício, Angela Maria Lopes Luz.

“No caso em apreço, entendo que resta caracterizada a propaganda eleitoral antecipada pela pintura de parede do estabelecimento comercial, com o nome dos candidatos, em visível violação ao que dispõe o artigo 20, § 1º da Resolução TSE nº 23.610/2019, bem como ao contido no artigo 26, § 1º, considerando que se assemelha a outdoor pelas grandes dimensões’.

“ANTE O EXPOSTO, com fundamento no art. 36 da Lei nº 9.504/1997, resolvo o mérito da demanda para JULGAR PROCEDENTE o pedido formulado na petição inicial e CONDENAR a parte representada ao pagamento de multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)”.

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Polícia Civil deflagra operação na Vila Pitombeira em Afogados

A Polícia Civil desencadeou na manhã desta quinta-feira, 13/06/2024, a 31ª Operação de Repressão Qualificada do ano denominada “VIELA”, vinculada à Diretoria Integrada do Interior II – DINTER II, sob a presidência do Delegado Israel Rubis, Titular da Delegacia de Polícia da 167ª Circunscrição – Afogados da Ingazeira, unidade integrante da 20ª Delegacia Secional – 20ª DESEC.

A investigação foi iniciada em janeiro de 2023, com o objetivo de identificar e desarticular Associação Criminosa voltada à prática dos crimes de Homicídio e Tráfico de Drogas.

No dia de hoje estão sendo cumpridos 03 (três) Mandados de Prisão e 14 (catorze) Mandados de Busca e Apreensão Domiciliar, todos expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Afogados da Ingazeira. Na execução estão sendo empregados 90 (noventa) Policiais Civis, entre Delegados, Agentes e Escrivães.

As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco – DINTEL, contando ainda com o apoio operacional do Comando de Operações e Recursos Especiais – CORE/PCPE e da Polícia Militar – PMPE. Chefia de Polícia.

Os detalhes da referida operação serão divulgados pela Assessoria de Comunicação da Polícia Civil em momento oportuno.

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TCE mantém multas aplicadas a Gilson Bento e Tânia Maria

Na sessão desta quarta-feira (12), o Pleno do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) negou recurso ordinário interposto pela defesa do prefeito Gilson Bento e manteve a aplicação de multa no valor de R$ 5.081,56 ao gestor da cidade de Brejinho, no Alto Pajeú.

O recurso ordinário foi interposto por Gilson Bento contra o Acórdão TC Nº 75/2024, da Segunda Câmara, que julgou regular com ressalvas o objeto de uma auditoria especial de conformidade realizada pelo Tribunal de Contas junto ao Fundo Previdenciário do Município de Brejinho, no período compreendido entre 02 de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2021.

Na ocasião, o tribunal aplicou multa a Gilson Bento (R$ 5.081,56), Franciely Maria de Lucena (R$ 5.081,56), Maria de Lourdes Nunes Leite (R$ 5.081,56) e à ex-prefeita Tania Maria dos Santos (R$ 6.000,00). As irregularidades identificadas são referentes aos anos de 2019, 2020 e 2021. Com a decisão do Pleno, todas as multas estão mantidas conforme acórdãos da Segunda Câmara.

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TCE recomenda a aprovação das contas de Gilson Bento

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) julgou a Prestação de Contas de Governo da Prefeitura Municipal de Brejinho, referente ao exercício financeiro de 2022, sob a gestão do prefeito Gilson Bento.

Ao analisar a prestação de contas na sessão da ultima quinta-feira (06), o tribunal emitiu parecer prévio recomendando a aprovação com ressalvas das contas do gestor, conforme decisão divulgada no Diário Oficial desta quarta-feira (12).

Embora a recomendação seja pela aprovação, foram apontadas algumas ressalvas: extrapolação da Despesa Total com Pessoal – DTP, descumprimento do limite de 50% dos recursos da complementação – VAAT em educação infantil, descumprimento do limite mínimo de 15% dos recursos da complementação – VAAT em despesas de capital e abertura de créditos adicionais sem a existência de fonte de recursos.

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Vereador denuncia débito milionário da gestão Márcia

Do Farol de Notícias

O líder da oposição, Vandinho da Saúde, abriu o verbo na última terça-feira (4) na tribuna da Câmara Municipal para dizer que “a Prefeitura de Serra Talhada não tem mais credibilidade de comprar uma capsulana” por não honrar, segundo ele, com o pagamento de fornecedores. Vandinho expôs um débito de quase R$ 2 milhões com a compra de notebooks.

“Foram entregues alguns notebooks recentemente aí aos professores de Serra Talhada que custou aos cofres públicos cerca de R$ 2 milhões, [exatos] R$ 1.932.847,56. Esse equipamentos foram comprados à empresa Microtécnica Informática LTDA. Foram empenhados no dia 04/03/2024. E pasmem, vocês! Não foi pago R$ 1 à empresa”.

“E eu obtive a informação que esses notebooks já iam ser pagos com dinheiro dos precatórios, e o dinheiro dos precatórios não sabemos onde está, mas no empenho diz aqui que a fonte do recurso seria a transferência do Fundeb. E qual é a minha dúvida? Eu não estou mentido. Eu tenho provas! Não falo sem ter provas!”.

“O dinheiro do Fundeb é para para pagar custeio da Educação, então por qual razão não pagaram a essa empresa ainda esses R$ 2 milhões se está aqui no empenho que é recursos do Fundeb? Mas nós temos um relatório de um déficit nos cofres do Fundeb, da Educação, que beira os R$ 10 milhões, e para onde foi esse dinheiro?”, indagou o vereador, questionando:

“Esse dinheiro já era para ter sido pago à empresa [Microtécnica Informática LTDA], porque todo o mês entra recursos do Fundeb nas contas do município, ano passado cerca de R$ 89 milhões nos cofres públicos. A Prefeitura de Serra Talhada está quebrada, devendo praticamente a todos os fornecedores, eu continuo repetindo a Prefeitura de Serra Talhada não tem credibilidade de comprar uma capsulana porque deve a praticamente todos os fornecedores”.

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TCE recomenda aprovação das contas de 2021 de Alessandro Palmeira

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco esteve reunida nesta quinta (6) onde na oportunidade julgou a Prestação de Contas de Governo da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, relativa ao exercício financeiro de 2021, do atual prefeito Sandrinho Palmeira.

No julgamento, a Segunda Câmara, à unanimidade, julgou regulares com ressalvas as referidas contas do atual gestor, recomendando à Câmara Municipal de Vereadores a aprovação com ressalvas. A informação é do Afogados Online. 

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TCE aprova contas da Câmara de Vereadores de Quixaba

Na sessão desta quinta-feira (06), a Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) julgou regulares com ressalvas as contas da Câmara de Vereadores de Quixaba, no Sertão do Pajeú.

A prestação de contas é referente ao exercício financeiro de 2021, sob a responsabilidade do presidente Neudiran Rodrigues de Medeiros.

Além de Neudiran Rodrigues, era interessada no processo, Cynthia Dallanna Alves da Fonseca Nunes. A relatoria foi do conselheiro substituto Marcos Nóbrega.

 

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Itapetim e Santa Terezinha vão pagar shows de meio milhão no São João

Os municípios de Itapetim e Santa Terezinha vão gastar R$ 2.130.000,00 (dois milhões e cento e trinta mil) com os festejos juninos 2024.

Os valores foram informados pelas duas cidades ao Painel de Transparência dos Festejos Juninos, lançado na última semana pelo Ministério Público de Pernambuco em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).

Até às 10h30 desta quarta-feira (05), apenas treze municípios pernambucanos haviam informado os valores dos shows fechados até o momento para o período junino. No Pajeú, apenas Santa Terezinha, Itapetim e Tabira enviaram os valores dos cachês que serão pagos, conforme levantamento feito pelo Blog Juliana Lima.

Itapetim informou R$ 1.230.000,00, Santa Terezinha informou R$ 900.000,00 e Tabira informou R$ 130.000,00. Esses valores podem ser alterados de acordo com a contratação de novas atrações para as festividades.

Entre os valores informados, destaque para os shows de Matheus Lima, que ganhará R$ 510.000,00 para cantar no dia 28 de junho em Itapetim e de Xand Avião, que vai ganhar R$ 550.000,00 para se apresentar no dia 17 de julho em Santa Terezinha.

Confira os valores e as datas das apresentações em Itapetim:

26/06/2024 – Felipe Amorim – R$ 350.000,00

27/06/2024 – Junior Viana – R$ 150.000,00

28/06/2024 – Matheus Lima – R$ 510.000,00

29/06/2024 – Toca do Vale – R$ 210.000,00

Confira os valores e as datas das apresentações em Santa Terezinha:

15/07/2024 – Dennis – R$ 30.000,00

15/07/2024 –Flávio José – R$ 180.000,00

16/07/2024 –Revoredo – R$ 115.000,00

17/07/2024 – Seu Pereira e Coletivo 401 – R$ 25.000,00

17/07/2024 – Xand Avião – R$ 550.000,00

Confira os valores e as datas das apresentações em Tabira:

26/05/2024 – Michele Andrade – R$ 120.000,00

02/06/2024 – Sevy Nascimento – R$ 10.000,00

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TCE-PE julga gestão fiscal irregular e aplica multa à ex-prefeita Sandra Magalhães

Na 35ª Sessão Ordinária da Segunda Câmara, realizada em 9 de novembro de 2023, o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) julgou irregular a gestão fiscal da Prefeitura Municipal de Calumbi referente ao exercício de 2019. O processo, de número 22100858-5, foi relatado pelo conselheiro Rodrigo Novaes. A decisão foi publicada no Diário Oficial do TCE desta terça-feira (4).

A análise da gestão fiscal revelou que a Prefeitura de Calumbi extrapolou os limites legais de despesa com pessoal, conforme estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nos dois primeiros quadrimestres de 2019, a despesa com pessoal atingiu 61,98% e 69,02% da Receita Corrente Líquida, respectivamente, ultrapassando o limite legal de 54%.

A ex-prefeita Sandra de Cacia Pereira Magalhães Novaes Ferraz foi responsabilizada por não adotar medidas adequadas para reduzir o montante da despesa com pessoal dentro dos prazos estabelecidos pela LRF. Esta omissão configura uma infração administrativa, prevista na Lei Federal nº 10.028/2000, conhecida como Lei de Crimes Fiscais.

Em decorrência dessa infração, foi aplicada uma multa de R$ 7.920,00 à ex-prefeita. A multa deve ser recolhida ao Fundo de Aperfeiçoamento Profissional e Reequipamento Técnico do Tribunal de Contas dentro de 15 dias após o trânsito em julgado da deliberação. O pagamento será realizado por meio de boleto bancário emitido no site do TCE-PE.

Durante o julgamento, houve divergências entre os conselheiros. Os conselheiros Dirceu Rodolfo de Melo Júnior e Carlos Neves divergiram do voto do relator, conselheiro Rodrigo Novaes, que presidiu a sessão. A procuradora do Ministério Público de Contas, Maria Nilda da Silva, também esteve presente.

A decisão final incluiu a determinação para a Diretoria de Controle Externo do TCE-PE formalizar um Procedimento Interno (PI) para analisar a consistência dos dados do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do terceiro quadrimestre de 2019.

O conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior foi designado para lavrar o acórdão, número 2231/2023, que formaliza as conclusões e determinações do julgamento. A informação é de André Luis para o Blog Nill Júnior. 

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Duque denuncia perseguição de Marília na tribuna da Alepe

O deputado estadual Luciano Duque usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (03) para denunciar a perseguição da presidente estadual do Solidariedade, Marília Arraes.

Em um discurso longo, Duque disse que Marília armou uma cilada para lhe negar a legenda em Serra Talhada. Ele tachou a ex-deputada de ingrata, cínica e traiçoeira.

Leia o discurso de Luciano Duque na ALEPE:

Peço licença para subir à tribuna desta casa e tratar de um assunto que é muito caro para mim e que tem movimentado a imprensa e o meio político do estado nos últimos dias, que é a minha pré-candidatura à Prefeitura da minha terra, Serra Talhada.

Escolhi me pronunciar sobre esse tema que é muito específico, mas que diz respeito a minha história, ao livre exercício da democracia e a vontade do povo.

É de conhecimento de muitos que o povo da minha terra tem reiteradas vezes solicitado que eu volte a disputar a eleição municipal. Na esperança de que possa fazer ainda mais do que já fiz nas oportunidades conferidas anteriormente de forma soberana pelo povo.

Por isso, no dia 24 de maio, anunciei a minha pré-candidatura à Prefeitura de Serra Talhada. E ainda durante a coletiva, enquanto conversava com a imprensa, Marília dava entrevista em uma rádio informando que não me daria o direito de disputar a eleição pelo Solidariedade, partido ao qual me filiei, deixando uma bonita e longa trajetória no PT, para seguir e apoiar o seu projeto ao Governo do Estado.

Neste fim de semana, ao lado daqueles que a rejeitaram, humilharam e caluniaram, Marília declarou apoio à reeleição da atual prefeita. Retirando não só o meu direito de disputar a eleição pela prefeitura da minha terra, mas a esperança de milhares de serra-talhadenses, que por onde ando pedem meu retorno para que possamos continuar o trabalho que começamos lá atrás e que sempre, sempre, privilegiou o povo.

Assim como muitos pernambucanos, estou tentado entender o motivo pelo qual Marília me negou à mão na única vez que pedi. Eu que sempre estive com ela, quando muito viraram as costas.

Toda a votação obtida por Marília em Serra Talhada até hoje foi fruto do meu apoio. Foi assim para deputada federal em 2018, quando obteve 11.303 votos, e para governadora em 2022, quando recebeu 16.093 votos no primeiro turno e 21.136 no segundo turno. E nos dois turnos, ela teve como maior opositora quem hoje senta ao seu lado e a quem ela tece elogios.

A ex-deputada alega que me nega o direito pelo fato de estarmos alinhados ao Governo Estadual em algumas pautas votadas nessa Casa. Mas nós deveríamos, então, votar contra aquilo que acreditamos ser o melhor para Pernambuco para simplesmente fazer oposição? Não fui eleito para isso, represento o interesse do povo pernambucano e não vou passar por cima deste compromisso e responsabilidade.

Mas esse não pode ser o real motivo, já que quem está ao lado de Marília atualmente fez campanha e caminha de mãos dadas com a atual gestão estadual.

Um comentário que li em uma rede social hoje explica precisamente o que a fez agir assim. A internauta diz o seguinte: Marília sendo Marília. Ou seja, abandonando seus aliados.

Isso já é histórico e tem feito novamente algumas vítimas. A exemplo da liderança Manuella Mattos, pré-candidata à prefeitura de Itambé, petista, discordou do partido em 2022 e decidiu seguir com Marília Arraes ao Governo de Pernambuco. Este ano, o PT decidiu expulsá-la justamente pelo apoio dado a Marília lá atrás. Sem legenda, esperava-se uma ação de Marília a Manoela, o que não aconteceu. Ela terminou se filiando ao PDT. Outra vítima foi a vereadora Fany Bernal da cidade de Garanhuns também escanteada por Marília. É o famoso, “quem te conhece, que te compre”. Pois é, parece que eu não conhecia.

Tenho uma longa e respeitada história na política. Fui candidato a prefeito pela primeira vez em 1988, uma experiência que me engrandeceu enquanto político, liderado por Miguel Arraes e, enquanto ser humano, que aprendeu que para ser um vencedor é preciso saber conviver com as dificuldades e compreender que tudo vem no tempo certo, determinado por Deus.

Em 2004, tive a honra de exercer o cargo de vice-prefeito por dois mandatos, ganhando credibilidade e a confiança do meu povo.

Em 2011, fui escolhido para representar o nosso grupo e disputar, mais uma vez, uma eleição na condição de candidato a prefeito. Dormi candidato por um partido e acordei com a notícia de que as forças mais poderosas da política de Pernambuco se juntaram para tomar toda e qualquer legenda que pudesse nos acolher, impedindo que pudéssemos disputar o pleito e governar a nossa terra.

Por pouco não conseguiram!

Foi quando recorremos, eu e todo o grupo político que me acompanhava, ao Partido dos Trabalhadores, a quem sou muito grato. Foi pelas mãos dos inesquecíveis deputados Manoel Santos e Pedro Eugênio, a quem rendo as minhas eternas homenagens, que cheguei ao PT em 2011, para ser eleito prefeito de Serra Talhada em 2012 e reeleito em 2016.

Mas, para cumprir essa missão que me foi dada, por Deus e pelos serra-talhadenses, enfrentei muitas adversidades, incluindo tentativas antidemocráticas e autoritárias que, por vezes, se fazendo valer da arbitrariedade e do abuso de poder, quiseram me impedir de seguir o nosso caminho.

Como é natural no Partido dos Trabalhadores, tivemos muitos debates calorosos, mas sempre mantendo o respeito e o companheirismo. Sempre preservando a construção partidária.

Em 2017, abraçamos e lançamos um projeto ousado que contagiou a maioria do PT e agitou Pernambuco, quando apresentamos a pré-candidatura de Marília Arraes a governadora do estado, em um grande ato em Serra Talhada.

A partir do empenho do grupo, Marília cresceu e chegou próxima às eleições com condições reais de vencer a disputa. Mas, o partido optou por uma intervenção que foi de encontro a vontade da maioria da militância, e Marília teve o seu direito tolhido e o partido marchou em outra direção.

Naquela ocasião, nos rebelamos em solidariedade a Marília e contrariamos a cúpula partidária em relação a eleição para governador. Mas mantendo o nosso compromisso com o partido e ajudando na eleição para o Senado e para a Câmara Federal.

Trabalhamos dia e noite e fizemos de Marília Arraes a segunda deputada federal mais votada na eleição de 2018, com quase 200 mil votos. Uma grande vitória que mexeu com o cenário político pernambucano.

Em 2020, ano que encerrava o meu segundo mandato e no meio de uma disputa na minha terra para fazermos a sucessão municipal, ainda criamos as condições para ajudar a campanha de Marília. Sobretudo no segundo turno, quando entramos de corpo e alma em busca da vitória e de fazê-la prefeita do Recife.

A partir de 2021, já sem mandato, segui minha caminhada e fui me preparar para disputar a eleição para deputado estadual, em busca da cadeira que ocupo hoje nessa casa.

Firme no PT, estava com uma pré-campanha estabilizada, relativamente tranquila e confiante que teria uma eleição exitosa, considerando os apoios que tínhamos de militantes do partido, de movimentos sociais e pela própria construção da chapa, que, junto com os demais partidos da federação, viabilizou uma grande bancada nesta casa.

Quando tudo parecia encaminhado e resolvido, a então deputada Marília Arraes rompe com o PT, filiando-se ao Solidariedade e se lança candidata a governadora.

Mesmo querendo, mais uma vez, votar em Marília e me dedicar ao seu projeto, deixar o partido que me acolheu quando eu precisei não estava nos planos.

Todavia, no último dia de filiação a deputada Marília Arraes acampou em Serra Talhada, bateu na porta da minha casa, e junto com outras pessoas próximas a mim, me convenceu de embarcar na sua campanha. Não sendo obstáculo para mim subir no mesmo palanque, junto com adversários históricos por compreender que a chapa majoritária era importante para o projeto político.

Com o coração partido deixei o PT, perdi apoios importantes e simbólicos, desorganizei uma campanha já estruturada, mas segui comprometido com Marília e fui, junto com ela, para o Solidariedade, onde estou líder da nossa bancada aqui na ALEPE.

Acontece que na política a gente vive glórias, alegrias e, infelizmente, decepções e traições.

Iniciei meu pronunciamento falando da vontade do povo da minha terra para que eu voltasse a disputar uma eleição para prefeito e pudesse, se assim fosse da vontade de Deus e da maioria da população, governar Serra Talhada mais uma vez.

No entanto, passado o prazo de filiação e após ouvir de Marília, que tem o comando do Solidariedade em Pernambuco, que ficasse tranquilo que discutiríamos a minha candidatura após o período mais conturbado de filiações e organização partidária para novatos, fui surpreendido com mais um golpe vindo de alguém em quem sempre confiei, e que agora me impede de atender ao chamado do meu povo e colocar, mais uma vez, meu nome à disposição dos serra-talhadenses.

Marília me fez acreditar nela novamente, e por esse motivo, rejeitei vários convites para me filiar em outras legendas, mesmo correndo o risco de perder o mandato de deputado estadual que me foi conferido por 61.411 pernambucanos de mais de 150 municípios. Marília agiu comigo pior do que fizeram em 2011, e do que ela mesmo foi vítima em 2018. 

Nas duas ocasiões que cito acima havia tempo para mudar de partido, o que não ocorre na situação que vivencio hoje.

Lamento profundamente que Marília aja com quem sempre lhe estendeu a mão de maneira tão cínica e traiçoeira. Dela eu esperava lealdade, respeito e grandeza. Mesmo que me negasse a legenda, mas não me enganasse e me prendesse no seu cartório, me impedindo de exercer um direito democrático e legítimo.

Deus sabe de todas as coisas e sabe o que há no coração de cada um dos seus filhos. Não guardarei mágoas e nem alimentarei sentimentos mesquinhos que envergonham a política e as pessoas de boa fé. A Marília eu só dei apoio. De Marília eu recebi uma punhalada que vai demorar a cicatrizar.

Se não bastasse o que fez, ainda escalou pessoas sem credibilidade e sem nenhuma construção política para atacar a minha honra e a minha história. Isso gerou uma enorme indignação perante o povo de Serra Talhada, que me conhece, sabe da minha luta, do meu legado e de tudo que fiz para elevar o nome de Marília Arraes desde 2017.

O povo da minha terra me julgou nas urnas e, nas urnas, me credenciou como o deputado mais votado da história do nosso município, com 21.389 votos.

De costas para o povo de Serra Talhada, Marília preferiu se render a acordos escusos e se abraçar com quem a rejeitou, humilhou e caluniou, fatos amplamente divulgados pela imprensa.

Mas, como tudo é da vontade de Deus, que assim seja. Apresentaremos ao povo de Serra Talhada alguém com a nossa paixão, com o nosso amor, com a nossa determinação; apresentaremos alguém com a coragem e a credibilidade necessária para devolver a esperança ao nosso povo; para recuperar a autoestima de cada cidadão; para soerguer a economia; para cuidar de verdade de toda a cidade; para olhar para os mais humildes.

Quem acha que vai nos parar, se engana. A nossa aliança é com cada pessoa que espera em nós a força capaz de mudar a dura realidade que abate a nossa gente; a nossa aliança é com quem clama por saúde, por educação, por emprego, por desenvolvimento, por futuro. A nossa aliança é com quem não se entrega diante das dificuldades e não vende a sua dignidade. A nossa aliança é com o povo altivo de Serra Talhada, que mais uma vez vai dar um grito de liberdade e refutar aqueles que só enxergam o poder pelo poder.

Serra Talhada, conte sempre comigo. Um novo amanhã irá florescer!

 

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O histórico de Marília Arraes de abandonar aliados

Da coluna do Blog do Silvinho 

A vice-presidente nacional do Solidariedade, Marília Arraes, voltou a cena política neste final de semana depois de passar um certo período fora da imprensa. E voltou da pior maneira possível que até o momento não conseguiu explicar e quanto mais tenta, mais se complica: a negativa da legenda do Solidariedade para o deputado estadual Luciano Duque concorrer a Prefeitura de Serra Talhada.

Durante a entrevista foi complicado até para Marília explicar os motivos que levaram a prefeita Márcia Conrado a apoiar Danilo Cabral em 2022 e não ela. Márcia disse que não havia apoiado Marília porque já tinha um compromisso firmado por Duque com o PSB. No entanto, ao ser indagada qual fato levou a prefeita a não a apoiar no segundo turno e ter optado por Raquel Lyra ficou apenas no “águas passadas”.

Ou seja, o apoio dado por Marília a Márcia em Serra Talhada no último sábado nada tem a ver com o trabalho, ou com o que vem se fazendo na cidade. Mas sim, foi movido pelos sentimentos que sempre dominam Marília Arraes e que vai afastando dela diversos apoios desde a eleição de 2018 quando se elegeu pela primeira vez deputada federal.

Luciano Duque provou neste final de semana de algo que já se tinham falado antigamente: o abandono de Marília aos aliados. Isso já é tão histórico e tem feito novamente algumas vítimas, embora a mais famosa tenha sido Luciano Duque.

Manoela Mattos da cidade de Itambé, petista histórica juntamente com o seu pai, discordou do partido em 2022 e decidiu seguir com Marília Arraes ao Governo de Pernambuco. Este ano, o PT decidiu expulsá-la justamente pelo apoio dado a Marília lá atrás. Sem legenda, esperava-se uma ação de Marília a Manoela que não aconteceu. Ela terminou se filiando ao PDT por onde vai disputar a Prefeitura com o apoio da senadora Teresa Leitão.

Quem também sofreu o mesmo escanteio de Marília foi a vereadora Fany Bernal da cidade de Garanhuns. Isso para ficar apenas nestes três. É o famoso, “quem te conhece, que te compre”.

Sem prestígio nacional

Por falar em Marília, a mesma demonstrou desde 2022 a falta de força política e prestígio nacional. De lá pra cá não conseguiu espaço no governo Lula e nem tampouco conseguiu encontro com o petista. O único, foi justamente articulado pelo prefeito João Campos que hoje é a maior força política de oposição no estado.

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Raquel é atacada em evento de Márcia em Serra Talhada

Se a governadora Raquel Lyra estiver esperando lealdade da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), ela pode quebrar a cara em 2026.

Isso porque todas as movimentações políticas da prefeita mostram que a petista se aproveitará do apoio de Raquel e da estrutura do governo do estado o máximo de tempo que puder antes de romper com a governadora para apoiar o projeto de João Campos, com as bênçãos do PT.

O que não faltam são sinais. A aliança de Márcia com Marília, adversária de Raquel em Pernambuco, não aconteceu por acaso e muito menos pelo amor que existe entre as duas. A aliança é fruto de um acordo feito há alguns meses intermediado por João Campos e pelo PT.

Márcia deve apoiar João para governador, enquanto Marília acredita que terá o apoio da prefeita quando se lançar ao Senado na chapa da Frente Popular.

Mas, diferente de Márcia, que sabe atuar muito bem, Marília é pavio curto e não conseguiu segurar a língua neste sábado (1º), quando foi a Serra Talhada anunciar apoio a Márcia.

Ao lado de Márcia, Marília foi ovacionada ao detonar Raquel Lyra. Os ataques deixaram a prefeita visivelmente desconcertada e com um sorriso amarelo, mas nada capaz de fazê-la defender Raquel. Pelo contrário, ela mal tocou no nome da governadora no evento. Na ocasião, foi dito que o governo de Raquel é muito ruim e que os aliados dela deveriam “migrar para a oposição”.

Se Raquel não abrir o olho, vai pavimentar a estrada para João poder andar confortavelmente por Serra em 2026.

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A traição imperdoável de Marília Arraes a Luciano Duque

Opinião

Após desfrutar do apoio incondicional de Luciano Duque desde 2017 em Serra Talhada, a ex-deputada Marília Arraes provou que na política não há espaço para gratidão e nem coerência. Em uma cruzada de vingança contra os deputados estaduais do Solidariedade, Marília negou legenda a Duque e entregou o partido nas mãos da principal adversária do deputado e correligionário, a prefeita Márcia Conrado (PT).

A oficialização do apoio a Márcia aconteceu neste sábado (1º) durante um ato público num clube luxuoso de Serra. Com um sorriso amarelo na cara, Marília e Márcia tentaram justificar a aliança, mas não conseguiram, uma vez que é de conhecimento público que as duas se detestam. A aliança é meramente por conveniência e interesses pessoais. Márcia está usando Marília para impedir que Duque seja candidato e lhe tome a reeleição, já Marília está se vingando do deputado por ele ter se aproximado de Raquel Lyra. Um jogo onde só Márcia ganha. Já Marília, está sendo detonada nas redes sociais.

Antes do ato público, Marília chegou a dizer numa coletiva de imprensa que não seria interessante para o Solidariedade disputar a prefeitura de Serra Talhada. Ou a ex-deputada é desprovida de inteligência, ou a sede de vingança mexeu com os seus neurônios. Serra Talhada é a segunda maior e mais importante cidade do Sertão, uma das cidades mais estratégicas do interior de Pernambuco. Qualquer partido conduzido por uma pessoa em sã consciência gostaria de governar Serra e jamais abriria mão de lançar um candidato forte para disputar as eleições. Menos o Solidariedade, que se vendeu por uma secretaria sem importância e alguns cargos pingados na gestão Márcia.

TRAIÇÃO

O apoio de Marília a Márcia é uma verdadeira traição a Luciano Duque, que esteve com ela nos braços desde 2017, quando era prefeito de Serra Talhada. Com uma gestão bem avaliada, Duque caminhou com Marília por todo o interior de Pernambuco e lutou bravamente para que ela tivesse o direito de disputar o governo do estado nas eleições de 2018, pelo PT. Ele esteve com ela na eleição de 2020, quando ela disputou a Prefeitura do Recife. E esteve com ela na eleição de 2022, para governadora. Inclusive, ele saiu do PT a pedido dela e se filiou ao Solidariedade. Enquanto isso, Márcia a escorraçou de Serra Talhada, proibiu que o nome dela fosse citado dentro do governo e ainda apoiou Danilo Cabral e Raquel Lyra. Uma decisão inexplicável da ex-deputada, que está traindo todos os correligionários e se juntado aos inimigos políticos.

INGRATIDÃO E VINGANÇA

A cruzada de vingança de Marília contra os deputados do Solidariedade é tão nítida que ela optou por engolir as humilhações que vinha sofrendo do grupo de Márcia desde o começo de 2022 em Serra Talhada somente para se vingar de Duque. A prefeita não somente lhe negou apoio nos dois turnos da eleição para governadora, como deixou os aliados disseminarem uma campanha de ataques, fake news e achincalhamento público contra ela. Até funcionário da comunicação oficial da prefeita foi condenado por fake news contra Marília. O nome dela, inclusive, era proibido dentro da gestão da prefeita, mesmo ela tendo destinado uma carrada de emendas parlamentares para o município.

A própria prefeita a humilhou inúmeras vezes ao dizer que não acreditava no projeto dela, porque Serra Talhada e Pernambuco precisavam de mulheres, mas não de “qualquer mulher”. Os próprios governistas espalharam que Márcia botou Marília para correr da casa dela a pontapés. Eles também vaiaram a ex-deputada no dia da eleição, quando ela esteve em Serra para acompanhar o voto de Sebastião Oliveira na AESET. Na ocasião, Marília estava grávida da terceira filha, mas nem isso aliviou a fúria dos marcistas contra ela, num episódio grotesco que entrou para a história de Serra.

OPORTUNISMO

Mas Duque não é a única vítima. Segundo o deputado Gustavo Gouveia, Marília vem perseguindo toda a bancada do Solidariedade na Alepe. Ela também virou as costas para os aliados que caminharam com ela na eleição de 2022. Na ânsia de conseguir um lugar ao sol na atual conjuntura estadual, onde o prefeito João Campos já se projeta como a maior liderança de centro-esquerda, Marília está passando por cima de todos que a ajudaram e se alinhando aos algozes para ser indicada ao Senado. Ela até já engoliu os ataques pesados que vinha fazendo ao PSB nos últimos anos. Mas ela não está fazendo isso por convicção, sim por sobrevivência. Ela sabe que se não cavar uma vaga para o Senado na chapa de João, estará acabada a partir de 2026. Não será candidata a nada e se afundará na obscuridade da história como uma personagem sem expressividade, envergonhando o legado de Miguel Arraes.

DESAGREGADORA

O jogo baixo de Marília contra Duque serve para estampar o perfil desagregador e perseguidor já atribuído a ela por ex-aliados. Quando passou por PSB e PT saiu pela porta dos fundos. Nunca teve a confiança dos dois partidos, mesmo quando liderava as intenções de voto, como aconteceu em 2018. Da mesma forma que não tem a confiança de Lula para ocupar nenhum cargo por menor que seja no governo federal. “Ela é desagregadora, enquanto a gente lutava para tentar defendê-la, ela criava confusão dentro do partido, e terminou sem o apoio de ninguém”, disse uma liderança do PT ligada à FETAPE.

Foto: Licca Lima/Farol de Notícias 

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