Paraná Pesquisas: Raquel Lyra tem 46% e João Campos, 42%

Do Blog do Mário Flávio

A pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (10), mostra uma mudança importante no cenário da disputa pelo Governo de Pernambuco. Em relação ao levantamento realizado em dezembro de 2025, a governadora Raquel Lyra (PSD) consolidou seu crescimento, enquanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB) registrou queda nas intenções de voto.

No principal cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra lidera com 46,8% das intenções de voto, enquanto João Campos aparece com 42,5%. O ex-vereador Ivan Moraes soma 1,3%. Os que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 6,1%, e 3,4% disseram não saber ou preferiram não opinar.

Na comparação com a pesquisa realizada em dezembro de 2025, Raquel foi a candidata que mais cresceu. A governadora avançou 13,7 pontos percentuais, enquanto João Campos apresentou uma retração de 11,8 pontos, alterando significativamente o cenário da disputa estadual.

Já na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, Raquel também aparece na dianteira, com 31,2% das citações. João Campos registra 23,7%, seguido por Ivan Moraes, com 0,2%, enquanto 0,6% citaram outros nomes. Os entrevistados que declararam voto em branco, nulo ou em ninguém somam 4,5%, e 39,7% disseram não saber ou não responderam.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões de Pernambuco e reforça a tendência de fortalecimento político da governadora nos últimos meses. Os números indicam uma recuperação consistente de Raquel Lyra, que amplia sua vantagem sobre João Campos e chega ao mês de julho liderando tanto no cenário espontâneo quanto no estimulado para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Registro PE-00478/2026.

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MPF emite parecer pela cassação da chapa Sandrinho e Daniel

Primeira mão

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco, emitiu parecer defendendo a manutenção da sentença que cassou os diplomas do prefeito reeleito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, e do vice-prefeito reeleito, Daniel Valadares.

No documento, assinado pelo procurador regional eleitoral Werton Magalhães Costa, o MPF se manifesta pelo não provimento do recurso apresentado pelos gestores, ou seja, pede que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) mantenha integralmente a decisão de primeira instância.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi proposta pela coligação União pelo Povo. Na sentença recorrida, a Justiça Eleitoral reconheceu a prática de abuso de poder político e econômico, determinando a cassação dos diplomas de Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares e declarando a inelegibilidade dos dois, além do ex-secretário municipal de Finanças, Jandyson Henrique Xavier Oliveira, por oito anos.

Ao longo do parecer, o Ministério Público Federal analisa os argumentos apresentados pela defesa, que alegou nulidades na sentença, insuficiência de provas e ausência de participação direta dos candidatos nas supostas irregularidades. Após examinar o conjunto probatório, o órgão concluiu que não há fundamentos para modificar a decisão da 66ª Zona Eleitoral.

Na conclusão do parecer, o procurador regional eleitoral afirma: “Ante o exposto, o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pelo não provimento do recurso.”

O parecer do MPF não encerra o processo. A manifestação será analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), responsável pelo julgamento do recurso e pela decisão sobre a manutenção ou não da sentença de primeira instância.

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Justiça Eleitoral suspende pesquisa do Instituto Opinião contratada pelo Blog do Magno

Por Ricardo Antunes

A Justiça Eleitoral de Pernambuco barrou a divulgação da pesquisa do instituto Opinião Pesquisas Sociais, contratada pelo Blog de Magno Martins, um dos grandes incentivadores e defensores da campanha de pré-candidato João Campos (PSB). O levantamento, registrado sob o número PE-02274/2026, pretendia medir as intenções de voto para os cargos de governador e senador em Pernambuco nas eleições de 2026.

A decisão, assinada pelo desembargador José Ronemberg Travassos da Silva, foi publicada oficialmente no dia 07 de julho de 2026, após um questionamento feito pelo partido Solidariedade (SD).

O motivo central para a suspensão foi uma falha técnica grave: a ausência da nota fiscal no registro da pesquisa. Segundo as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como o levantamento não foi custeado com recursos próprios do instituto, é obrigatória a apresentação do documento para comprovar quem pagou pelo serviço. O desembargador entendeu que essa falta de transparência impede a fiscalização adequada da regularidade do trabalho e fere a legislação eleitoral vigente.

A determinação final do magistrado proíbe o instituto e o blog de divulgar, publicar ou compartilhar qualquer resultado, tabela ou cenário extraído desta pesquisa em qualquer meio, incluindo redes sociais e rádio. Além de suspender a divulgação, o desembargador deu um prazo de 24 horas para que a empresa apresente a nota fiscal correspondente no portal da Justiça Eleitoral, sob pena de continuidade do bloqueio.

Para garantir que a ordem seja cumprida, foi estabelecida uma multa diária de R$ 10.000,00, que pode chegar ao total de R$ 100.000,00 em caso de desobediência.

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Prefeitura de Serra Talhada recusou ambulância UTI para não assumir custos de manutenção, revela ofício

Um ofício encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada ao Governo de Pernambuco revela que o município recusou o recebimento de uma Ambulância de Suporte Avançado Tipo D, conhecida como ambulância UTI móvel. O documento, encaminhado ao Governo do Estado em 1º de julho de 2026, informa oficialmente que a gestão municipal “não manifesta interesse no recebimento da Ambulância de Suporte Avançado – Tipo D”.

De acordo com o ofício, assinado pela secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa de Souza Lima, a decisão foi tomada porque a incorporação do veículo exigiria que o município assumisse o custeio das equipes técnicas e operacionais, além da estrutura administrativa e financeira necessária para o funcionamento da ambulância. A Secretaria afirma que, apesar da importância do equipamento para ampliar a capacidade da rede de urgência e emergência, não haveria condições de arcar com esses custos.

O documento também justifica que a política operacional do município junto ao SAMU é desenvolvida em articulação com o consórcio CIMPAJEU, alegando que não seria possível, em curto prazo, criar a estrutura legal necessária para contratação das equipes, realizar estudos técnicos e garantir a previsão orçamentária para manter o serviço.

Ao final, a Prefeitura de Serra Talhada formaliza a recusa da oferta, agradece ao Governo do Estado pela disponibilização do equipamento e informa que permanece à disposição para futuras oportunidades de cooperação institucional.

O ofício que embasa esta matéria foi revelado pelo Blog Júnior Campos.

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Márcia Conrado confirma recusa de ambulância UTI para Serra Talhada

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), publicou um vídeo nas redes sociais na noite desta sexta-feira se pronunciando sobre a recusa da ambulância UTI tipo D que seria destinada ao município pelo Governo de Pernambuco.

A gestora confirmou que a Prefeitura optou por não receber o veículo e justificou que o equipamento é utilizado exclusivamente para o transporte intermunicipal de pacientes em casos de urgência e emergência.

Segundo Márcia, como Serra Talhada não possui hospital municipal, a ambulância acabaria sem utilização. Ela afirmou ainda que o transporte intermunicipal de pacientes é de responsabilidade dos hospitais regionais instalados na cidade, como o Hospital Eduardo Campos e o Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam).

“Recusamos sim, porque essa ambulância para o município de Serra Talhada ficaria parada. Tendo em vista que ambulâncias tipo D, ela é exclusivamente, para transporte intermunicipais [sic], de casos de urgência e de emergência. Ou seja, eu, enquanto prefeita, a Secretaria de Saúde não tem responsabilidade de fazer transporte intermunicipal se a gente não tem hospital municipal”, declarou.

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Governo Márcia recusa ambulância UTI destinada pelo Governo do Estado para Serra Talhada

A Prefeitura de Serra Talhada recusou o recebimento de uma ambulância UTI que seria destinada ao município pelo Governo de Pernambuco. A denúncia foi feita nesta sexta-feira pelo deputado estadual Luciano Duque (Podemos) e pelo pré-candidato a deputado federal Miguel Duque. Segundo eles, enquanto outros 53 municípios pernambucanos aceitaram o veículo, Serra Talhada informou ao Estado que não tinha interesse em receber o equipamento.

De acordo com Luciano Duque, a informação foi recebida durante a solenidade de entrega das ambulâncias UTI promovida pela governadora Raquel Lyra (PSD). “Com muita tristeza, recebi a notícia de que a Prefeitura de Serra Talhada recusou um recurso tão importante para a nossa terra”, afirmou o parlamentar.

Ainda segundo Luciano Duque, a gestão municipal alegou não haver necessidade da ambulância. Para o deputado, no entanto, a decisão tem motivação política, já que o veículo foi viabilizado por meio de sua indicação junto ao Governo do Estado. “Espero que Serra Talhada reveja essa decisão e que interesses políticos jamais sejam colocados acima da vida das pessoas. Nosso mandato continuará trabalhando para levar investimentos ao município, sempre com responsabilidade e compromisso com quem mais precisa”, declarou.

Miguel Duque também repercutiu o caso e criticou a recusa do veículo, defendendo que investimentos na saúde devem estar acima de disputas políticas. Nos bastidores, a decisão da prefeita Márcia Conrado (PT) é interpretada por aliados de Luciano Duque como uma recusa de caráter político, em razão da disputa entre a gestora, o deputado estadual e a governadora Raquel Lyra. Até o momento, a Prefeitura de Serra Talhada não havia se pronunciado sobre as denúncias.

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Com restauração de igrejas históricas, Raquel Lyra acena a eleitorado religioso 

A governadora Raquel Lyra (PSD) entregou, na manhã desta terça-feira (30), duas reformas de igrejas históricas para o catolicismo. Cumprindo agenda em Olinda, a governadora reabriu a Igreja de São Pedro Mártir de Verona e entregou a restauração do Mosteiro de São Bento, ao lado do arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson.

Em discurso, usando como mote o lema beneditino “ora et labora” (reza e trabalha), a chefe do Executivo estadual fez um aceno a um eleitorado religioso católico, que, de acordo o censo de 2022 do IBGE, compõe quase 59% da população pernambucana.


“(Quero) dizer que, para mim, é uma honra como cristã, como católica, poder fazer parte da história, da restauração e locais de fé como estes. Cuidar de patrimônio histórico, ainda mais aquele que dialoga com a nossa fé, com quem somos, os nossos valores, não é um mero compromisso, é uma missão”, disse.

Ainda durante o discurso, a governadora disse que era necessário ter fé para governar. Afirmou, ainda, que apesar da laicidade do estado, os pernambucanos, historicamente, são um povo religioso. Ressaltou também que a igreja “não é um palanque, é um altar”.

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João Campos evita polemizar saída de Carlos Evandro: “Cada um toma decisões de acordo com o que acha conveniente”

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), evitou comentar diretamente a saída do ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro, de sua base política.

Durante coletiva de imprensa em Afogados da Ingazeira, ao responder a uma pergunta da jornalista Juliana Lima, da Rádio Pajeú e Blog Juliana Lima, João desconversou sobre a perda do aliado, que recentemente declarou apoio à governadora Raquel Lyra (PSD).

Em vez de abordar o impacto político da adesão de Carlos Evandro ao grupo adversário, João preferiu afirmar que cada liderança toma suas próprias decisões e ressaltou que permanece “do lado do povo”.

“Cada um toma decisões de acordo com aquilo que acredita e acha conveniente. Eu estou do mesmo lado, o lado que sempre estive, o lado do povo”, afirmou.

Na sequência, o socialista amenizou a perda do apoio do ex-prefeito ao direcionar a resposta para a relação que mantém com Serra Talhada. João destacou o apoio da prefeita Márcia Conrado (PT), afirmou que sempre é bem recebido no município e disse que a cidade será uma das mais beneficiadas em um eventual governo seu.

“Tenho uma alegria muito grande de sempre ser bem recebido em Serra Talhada. Eu tenho o apoio da prefeita Márcia Conrado, a alegria de contar com o carinho daquele povo e de poder defender os interesses do Sertão do Pajeú. Tenho certeza de que vamos construir um time com muito mais oportunidades. Serra Talhada será uma das cidades muito contempladas pela sua localização e pela sua história”, declarou.

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O protagonismo de Miguel Duque em Serra Talhada

Miguel Duque consolida protagonismo político ao articular apoio de Carlos Evandro a Raquel Lyra

O apoio do ex-prefeito Carlos Evandro à governadora Raquel Lyra representa uma das articulações políticas mais relevantes dos últimos anos em Serra Talhada e tem em Miguel Duque um dos principais protagonistas. Foi através da articulação de Miguel junto ao Podemos, presidido por Marcelo Gouveia, que um importante aliado do PSB e da prefeita Márcia Conrado passou a integrar a base de apoio da governadora, rompendo com o grupo socialista e deixando de apoiar o projeto de João Campos no município.

Além de ampliar o palanque de Raquel Lyra em Serra Talhada, Miguel Duque também foi o responsável por promover uma reaproximação considerada improvável no cenário político local. Após anos de afastamento e rompimento político, Luciano Duque e Carlos Evandro voltaram a dialogar e reconstruíram uma aliança que marcou grande parte do desenvolvimento de Serra Talhada nas últimas duas décadas. Luciano foi vice-prefeito de Carlos Evandro por oito anos e, posteriormente, o candidato apoiado por ele na sucessão municipal, antes do rompimento entre ambos.

Embora Carlos Evandro mantenha o apoio ao deputado estadual Fabrízio Ferraz, o ex-prefeito declarou apoio à pré-candidatura de Miguel Duque para deputado federal. O movimento fortalece a imagem de Miguel como um articulador político capaz de construir pontes, reunir antigos aliados e ampliar o campo político da governadora em Serra Talhada, consolidando seu nome como uma das principais lideranças da nova geração da política sertaneja.

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De olho em 2028, Renan Pereira começa a botar o bloco na rua em Serra Talhada

O secretário de Administração da Prefeitura de Serra Talhada, Renan Pereira, começou a botar o bloco na rua neste fim de semana. Neste sábado, ele aproveitou o aniversário do pai, José Carlos Pereira, para reunir aliados políticos na chácara da família, em Serra Talhada.

Entre os presentes estavam a prefeita Márcia Conrado, o pré-candidato a deputado estadual Breno Araújo, vereadores da base governista e outras lideranças do grupo político que dá sustentação à gestão municipal.

Embora o encontro não tenha sido divulgado oficialmente como o lançamento da pré-candidatura de Renan Pereira à sucessão da prefeita Márcia Conrado nas eleições de 2028, nos bastidores a avaliação de participantes e integrantes da base governista é de que o evento marcou o início da movimentação política do secretário com esse objetivo.

Até o momento, dois nomes despontam com mais força dentro do grupo governista como possíveis sucessores da prefeita Márcia Conrado em 2028: Renan Pereira e o secretário de Assistência Social, Allan Pereira. Allan rompeu uma aliança política de muitos anos com o grupo de Sebastião Oliveira para permanecer ao lado da prefeita. Mesmo após o rompimento entre Sebastião e Márcia, ele optou por continuar na base governista e vem intensificando sua movimentação política, divulgando ações da pasta, ampliando sua presença nas redes sociais e na imprensa, em uma estratégia vista nos bastidores como parte da construção de seu nome para disputar a sucessão municipal.

Nos bastidores da política local, a avaliação é de que Márcia Conrado deverá enfrentar dificuldades para construir um nome competitivo para sua sucessão. O cenário é considerado mais desafiador após o fortalecimento da oposição, que hoje reúne lideranças como Luciano Duque, Sebastião Oliveira, Valdemar Oliveira e Carlos Evandro, ampliando a disputa pelo comando da Prefeitura de Serra Talhada nas eleições de 2028.

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Carlos Evandro diz que mágoas com Luciano Duque ficaram no passado: “Olho pra frente”

Durante coletiva de imprensa realizada neste sábado, o ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro, afirmou que qualquer divergência ou episódio político envolvendo o deputado estadual Luciano Duque (Podemos) ficou no passado. Carlão disse que não faz política olhando pelo retrovisor e garantiu que não guarda ranço nem mágoa de ninguém, incluindo o parlamentar.

Questionado se os conflitos políticos vividos com Luciano Duque estariam superados, Carlos respondeu que sim e afirmou que prefere olhar para frente. Segundo ele, o momento é de construir um novo projeto político, deixando para trás as divergências que marcaram os últimos anos.

Carlos Evandro e Luciano Duque foram aliados durante anos. Como prefeito, Carlão apoiou e elegeu Luciano como seu sucessor, mas a relação acabou rompida posteriormente, colocando os dois em lados opostos da política local. Com a decisão de integrar o grupo de oposição em Serra Talhada, Carlos volta a atuar no mesmo campo político do deputado e afirmou que as diferenças do passado já foram superadas.

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Carlos Evandro sobre João Campos: “Não teve interesse por mim”

Durante coletiva de imprensa realizada neste sábado (27), o ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro, afirmou que decidiu trocar o apoio a João Campos pela governadora Raquel Lyra por se sentir sem prestígio dentro do PSB. Aliado histórico da legenda na região, ele disse que vinha sendo deixado de lado.

Como exemplo, Carlos afirmou que João Campos esteve recentemente em Serra Talhada, na casa da prefeita Márcia Conrado, próxima à sua residência, mas não fez sequer uma ligação pra ele. “Ele não teve interesse em mim”, declarou.

Na coletiva, Carlos também oficializou o rompimento com Márcia Conrado e anunciou apoio à reeleição de Raquel Lyra, a Miguel Duque para deputado federal e a Fabrízio Ferreira para deputado estadual.

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Izilda questiona motivação de conselheiros do Fundeb para barrar fiscalização em Afogados

A ex-conselheira do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb (CACS/Fundeb) de Afogados da Ingazeira, Izilda, divulgou uma nota pública na qual comenta sua saída do colegiado e afirma que passou a enfrentar resistência em razão de sua atuação na fiscalização dos recursos da educação.

Na manifestação, ela questiona críticas feitas à sua atuação, defende que sempre exerceu o papel de fiscalização com independência e transparência e afirma que um dos principais pontos de divergência com a gestão municipal envolvia questionamentos sobre a situação do Regime Próprio de Previdência Social do município. Confira a nota na íntegra:

Leia a nota:

Minha saída do Conselho do Fundeb de Afogados da Ingazeira-PE levanta questionamentos. Minha atuação sempre foi pautada pela independência, responsabilidade, legalidade e compromisso com a fiscalização dos recursos da educação. Ao cumprir esse papel, passei a questionar procedimentos e cobrar mais transparência e esclarecimentos à população.

Diante disso, cabe uma pergunta: por que uma conselheira que apenas exercia seu dever de fiscalizar passou a enfrentar tanta resistência? A sociedade merece respostas claras e verdadeiras. Também causa estranheza ver professores utilizarem um programa de rádio para defender o indefensável. Em vez de apresentarem fatos e documentos, fizeram afirmações que não correspondem à realidade.

Basta consultar as atas disponíveis no SISCACS, de acesso público.
O mais contraditório é que minha atuação, juntamente com a de outros cinco conselheiros representantes da sociedade civil, sempre buscou defender a educação e os direitos dos profissionais da área, inclusive das próprias professoras que hoje nos contestam.

O debate público deve ser pautado pela verdade, transparência e respeito. Quem fiscaliza o poder público deve receber respostas fundamentadas em documentos, e não ataques ou tentativas de desqualificação. Entre os diversos questionamentos apresentados pelo Conselho do Fundeb, um dos principais dizia respeito ao Regime Próprio de Previdência Social do município.

Dados de 2022 apontavam um desequilíbrio entre ativos e passivos de R$ 366.664.723,02. Sim, são milhões de reais. Esse foi, possivelmente, o maior motivo de insatisfação da gestão com a atuação fiscalizadora do Conselho.

No final da nota, Izilda relembra matéria do portal Causos & Causas sobre o julgamento das contas de 2019 da Previdência de Afogados da Ingazeira.

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Prefeitura de Serra Talhada minimiza tiroteio na Estação do Forró: “fato isolado”

A nota divulgada pela Prefeitura de Serra Talhada nesta quarta-feira sobre a carnificina registrada na Estação do Forró durante a madrugada da festa de São João tem gerado forte repercussão. O episódio deixou uma pessoa morta e cerca de 15 feridos, entre populares e policiais militares.

Mesmo diante da gravidade do caso e das evidentes falhas de segurança e organização no evento, a gestão municipal decidiu manter a programação da última noite de festa. A decisão foi considerada absurda por parte da população, principalmente após a violência registrada no local.

Na nota, a Prefeitura classificou o ocorrido como “fato isolado”, mesmo com a repercussão em todo o país e o clima de insegurança que marcou o evento na Estação do Forró.

O texto ainda afirma que a situação não reflete o histórico de tranquilidade da festa e reforça o compromisso da gestão com eventos seguros, além de prometer o aprimoramento dos protocolos de segurança e a atuação integrada com as forças policiais.

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A irresponsabilidade da prefeita Márcia Conrado: último dia de festa é mantido após carnificina na Estação do Forró

Um morto e quinze feridos no São João de Serra Talhada

A decisão da prefeita Márcia Conrado de manter a última noite do São João de Serra Talhada, mesmo após a tragédia que terminou com uma pessoa morta e 15 feridos na madrugada desta quarta-feira, é uma irresponsabilidade sem precedentes. Em vez de suspender imediatamente a programação diante da gravidade do caso, a gestão optou por seguir com a festa como se a carnificina registrada horas antes pudesse ser tratada como um episódio isolado.

O caso escancara a falta de planejamento e de estrutura de segurança no evento. A festa acontece na Estação do Forró, um espaço aberto, sem fechamento adequado e sem uma barreira eficiente de revista, o que facilita a entrada de pessoas armadas. Foi nesse cenário de vulnerabilidade que um ataque a tiros deixou mortos, feridos e policiais militares baleados em meio ao público.

A nota divulgada pela Prefeitura agrava ainda mais a situação ao minimizar a tragédia e classificá-la como “fato isolado”. E, depois de realizar um evento desorganizado e sem a segurança necessária, a prefeita ainda reuniu integrantes do governo no gabinete para posar para uma foto e divulgar nas redes sociais que estava tratando do assunto. Mas discutir providências depois que a tragédia acontece não apaga a falha principal: era obrigação da gestão ter garantido a segurança do público antes, com organização, controle de acesso e estrutura adequada para evitar que pessoas armadas entrassem no local.

Também chama atenção a omissão do Ministério Público de Serra Talhada, que tem o dever de se manifestar até o fim do dia pelo cancelamento da festa. Diante da gravidade dos fatos, manter o evento é expor a população a novos riscos e naturalizar uma sequência de falhas inadmissíveis.

Se a prefeita Márcia Conrado estivesse mais dedicada à administração do município e ao acompanhamento direto da organização dos serviços e dos eventos tradicionais da cidade, em vez de concentrar esforços em agendas políticas voltadas ao projeto eleitoral do marido, Breno Araújo, talvez tivesse havido mais planejamento, mais controle e mais cuidado com a segurança do São João, o que poderia ter evitado uma tragédia dessa dimensão.

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