Prefeitura de Tabira esclarece que inquérito do MP não investiga atuação do Creas do município

A Prefeitura de Tabira divulgou uma nota de esclarecimento após a publicação, pelo Blog Juliana Lima, da abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para apurar um possível caso de omissão no acompanhamento de uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

Na nota, a gestão municipal afirma que o procedimento investigado teve origem em outro município, onde a adolescente residia anteriormente, e sustenta que não há qualquer imputação de omissão à equipe do Creas de Tabira. A prefeitura também destaca que, no mesmo dia em que o caso ganhou repercussão, a Promotoria de Justiça encaminhou ao prefeito um ofício de elogio funcional, reconhecendo a atuação da equipe do Creas no atendimento às demandas do Ministério Público. Confira a íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura de Tabira, por meio da Assessoria de Imprensa, vem a público prestar esclarecimentos acerca das matérias veiculadas em blogs da região e da publicação constante no Diário Oficial do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), relacionadas à instauração de inquérito civil envolvendo o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) do município.

A Administração Municipal foi surpreendida com a divulgação da notícia. Tão logo tomou conhecimento da publicação, buscou imediatamente esclarecimentos junto à Promotoria de Justiça de Tabira para identificar qual procedimento supostamente não teria sido respondido pelo CREAS do município.

Após os esclarecimentos prestados pela própria Promotoria, verificou-se que o procedimento originário não dizia respeito à atuação do CREAS de Tabira, mas sim a um acompanhamento iniciado em outro município da região, onde a adolescente em situação de vulnerabilidade residia anteriormente.

Em razão da mudança de domicílio da adolescente para o município de Tabira, a Promotoria de Justiça da cidade de origem encaminhou os autos à Promotoria de Justiça de Tabira para dar continuidade ao acompanhamento do caso. Assim, o procedimento foi convertido em inquérito civil nesta Comarca para assegurar a continuidade da proteção da adolescente e apurar os fatos relacionados ao período anterior.

Importante esclarecer que a investigação acerca da eventual omissão mencionada na portaria refere-se às providências adotadas no município de origem, não havendo qualquer imputação de omissão praticada pela atual equipe do CREAS de Tabira.

Tanto é assim que, na mesma data em que o assunto ganhou repercussão pública, a própria Promotoria de Justiça de Tabira encaminhou ao prefeito municipal o Ofício de Elogio Funcional nº 001/2026, solicitando o reconhecimento formal da atuação da equipe do CREAS de Tabira em razão da excelência dos serviços prestados, da elevada qualidade técnica, da celeridade, do comprometimento e da parceria institucional mantida com o Ministério Público. O documento destaca, inclusive, que as demandas da Promotoria vêm sendo atendidas com “notável celeridade, responsabilidade e elevado rigor técnico” e requer que seja concedido elogio funcional ao coordenador e aos demais integrantes da equipe do CREAS.

A gestão municipal reafirma sua absoluta confiança na equipe técnica do CREAS de Tabira, composta por profissionais comprometidos com a proteção social e com a garantia dos direitos das crianças, adolescentes e demais pessoas em situação de vulnerabilidade, reconhecidos, inclusive, pelo próprio Ministério Público.

Por fim, a Prefeitura de Tabira reitera seu compromisso com a transparência, com a verdade dos fatos e com a proteção integral das pessoas em situação de vulnerabilidade, permanecendo à disposição das instituições e da sociedade para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

Assessoria de Imprensa
Prefeitura Municipal de Tabira

Compartilhamento

Após recusar ambulância UTI, Márcia anuncia obra no Vanete Almeida já autorizada por Raquel Lyra

O clima de acirramento político entre a Prefeitura de Serra Talhada e o Governo de Pernambuco ganhou um novo capítulo. A prefeita Márcia Conrado (PT) voltou a protagonizar uma disputa direta com a governadora Raquel Lyra (PSD), após quase dois anos do rompimento político entre as duas.

Há poucos dias, a gestão municipal foi alvo de críticas após recusar uma ambulância UTI móvel destinada pelo Governo do Estado a mais de 50 municípios pernambucanos, incluindo Serra Talhada. Na ocasião, a Prefeitura informou que não havia necessidade do equipamento.

Agora, uma nova polêmica envolve a iluminação do acesso ao Residencial Vanete Almeida. O serviço havia sido autorizado pela governadora Raquel Lyra e já estava em andamento, com todas as etapas burocráticas, incluindo autorizações junto à Neoenergia e a mobilização das empresas responsáveis pela execução da obra.

Mesmo assim, a Prefeitura de Serra Talhada realizou um evento nesta semana para anunciar uma nova autorização para o mesmo serviço, gerando questionamentos sobre a duplicidade de ações entre Município e Estado.

O episódio amplia o debate sobre a disputa política entre as duas gestões e sobre a aplicação dos recursos públicos. Diante da situação, órgãos de controle, como o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), precisam acompanhar o caso e se manifestar sobre a condução dos investimentos.

Compartilhamento

Sindicato dos Agentes de Saúde e Endemias de Pernambuco emite nota de repúdio contra Teresa Leitão

O Sindicato Regional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias de Pernambuco (Sindracs) emitiu uma nota de repúdio contra a senadora Teresa Leitão (PT-PE) após a parlamentar não participar da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14, que cria a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE).

A PEC foi aprovada pelo Senado Federal na terça-feira (14), em dois turnos, por 73 votos favoráveis e um contrário. Houve uma abstenção. Como o texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, a proposta segue agora para promulgação pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sem necessidade de sanção presidencial.

Entre os senadores ausentes na votação estavam Teresa Leitão (PT-PE), Daniella Ribeiro (PP-PB), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marcos do Val (Avante-ES) e Rogério Marinho (PL-RN). O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), enquanto a única abstenção foi registrada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). Os demais oito senadores do PT presentes votaram favoravelmente à proposta.

Na nota enviada à redação do Programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, o Sindracs afirma que a PEC representa uma conquista histórica para a categoria e rebate a classificação de “pauta-bomba” atribuída pelo governo federal à proposta. “O SINDRACS vem a público expressar nota de repúdio à senadora Teresa Leitão (PT) por abster-se do processo de votação da PEC 14, que trata da aposentadoria especial dos ACS e ACE. Essa PEC não é pauta-bomba, pois trata-se de justiça a uma categoria que presta serviço à população nos locais onde ninguém chega. Somos a porta de entrada para o SUS”, afirma o sindicato.

O presidente do Sindracs, Rogério Jesuíno de Oliveira, também manifestou descontentamento com a posição da parlamentar. “A maioria que irá se aposentar já contribui com as suas respectivas previdências. A exemplo da minha pessoa, que já contribuo há 35 anos. Como presidente do SINDRACS e membro do PT, deixo aqui o meu descontentamento com a posição tomada pela senadora”, declarou.

A PEC 14 estabelece regras para a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias, uma reivindicação histórica das categorias em razão das condições específicas de trabalho desempenhadas por esses profissionais em todo o país.

Compartilhamento

Tabira: MPPE dá 15 dias para Prefeitura se manifestar sobre ocupação irregular de espaços públicos

Por Júnior Alves

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Tabira, encaminhou ofício a Prefeitura de Tabira solicitando esclarecimentos sobre denúncias de ocupação irregular de espaços públicos por comerciantes no município. O documento integra uma Notícia de Fato instaurada a partir de manifestação encaminhada pela Ouvidoria Geral do Ministério Público.

De acordo com o ofício, a denúncia relata que comerciantes estariam utilizando cones, placas e tendas para reservar vagas em vias públicas, além de instalar barracas de forma desordenada, especialmente na Praça Pedro Pires. A situação, segundo o relato recebido pelo MPPE, estaria comprometendo a circulação de pedestres, obrigando-os a transitar pela pista de rolamento e aumentando os riscos de acidentes.

No documento, o Promotor de Justiça Mateus de Souza Alves Cavalcanti destaca que o procedimento ainda se encontra na fase de Notícia de Fato, etapa destinada à coleta de informações preliminares antes de eventual instauração de Inquérito Civil ou Procedimento Preparatório. A solicitação busca subsidiar a análise do caso e garantir o contraditório por parte da administração municipal.

O MPPE concedeu prazo de 15 dias para que a Prefeitura apresente esclarecimentos detalhados sobre as medidas de fiscalização e de polícia administrativa atualmente adotadas para coibir a obstrução de calçadas, ruas e praças públicas. Também solicita que o Município informe quais ações e planejamentos estão previstos para solucionar definitivamente a ocupação irregular dos espaços públicos, assegurando a acessibilidade e a segurança dos pedestres.

Compartilhamento

Carlos Veras muda de posição e ameaça petistas pró-Raquel

Do Blog Dellas – O presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, que em abril deste ano declarou que não haveria punição contra parlamentares que não seguissem a orientação partidária este ano – ele se referia aos deputados estaduais João Paulo do PT, Doriel Barros e Rosa Amorim que não haviam comparecido a reunião da direção estadual do partido que discutiu o posicionamento eleitoral – mudou de opinião.

Esta segunda-feira ele afirmou ao blog Dantas Barreto que deixará sem legenda em 2028 qualquer vereador que não seguir a orientação do partido e deixar de votar em candidatos do PT ou apoiados pela legenda.

A declaração do deputado foi tida como uma reação ao vereador do Recife Osmar Ricardo, presidente do PT na capital, que está apoiando a reeleição da governadora Raquel Lyra e anunciou que vai pedir licença do cargo partidário para estar na campanha de Raquel.

Segundo ele, “a fidelidade partidária é uma obrigação de todos os filiados. Mesmo se licenciando tem que seguir as orientações do PT”. Ele adiantou que “todos os processos que chegarem à direção do PT serão analisados e os processos não se encerrarão quando acabar a eleição deste ano”. E concluiu: “os dirigentes são responsáveis por suas decisões”.

 Na verdade, o PT de Pernambuco enfrenta uma sinuca de bico depois que sua bancada na Assembléia apoiou a governadora Raquel Lyra em todo o seu mandato, afastando-se do PSB que fez oposição ferrenha à governadora. Na época em que Raquel enfrentou maiores dificuldades na Alepe, os três votos petistas foram fundamentais para que ela conseguisse fazer maioria nas principais comissões da casa durante os dois primeiros anos. Só em 2025, manobras regimentais da oposição conseguiram mudar as comissões deixando o Governo a ver navios. Mesmo assim, no plenário, os petistas continuaram fiéis.

Diante dessa situação, foi difícil, depois que foi selada a aliança do partido com o PSB em torno da pré-candidatura a governador do ex-prefeito João Campos, reverter a posição dos deputados estaduais e dos prefeitos que continuaram fiéis ao Governo. Em seu pronunciamento Veras deixou de citar os deputados estaduais mas agiu com rigor contra os vereadores como Oscar Ricardo.

Ele não deixou claro se é pelo fato de Osmar ser dirigente partidário, o que não ocorre com os deputados estaduais citados, mas citou “vereadores”. Dos deputados só Rosa Amorim, que é do MST, declarou recentemente o apoio a João Campos.

Compartilhamento

Pesquisa Conecta: Raquel tem 42,4% e João, 40,4%

Pesquisa do Instituto Conecta, divulgada nesta terça-feira (14), mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) na liderança da disputa pelo Governo de Pernambuco.

Na pesquisa espontânea, quando os eleitores respondem sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados, Raquel Lyra aparece com 29,2% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) registra 24,6%. Outros 42,1% disseram não saber ou preferiram não responder.

No cenário estimulado, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra alcança 42,4% das intenções de voto, seguida por João Campos, com 40,4%. Ivan Moraes (PSOL) aparece com 0,4%.

O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de julho, com 2,1 mil eleitores em 53 municípios pernambucanos. A margem de erro é de 2,14 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-04263/2026.

Compartilhamento

MPPE cobra respostas da Prefeitura de Sertânia a ofícios ignorados pela gestão

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Sertânia, expediu a Recomendação nº 001/2026 cobrando que a Prefeitura de Sertânia regularize o envio de respostas aos ofícios e requisições encaminhados pela Promotoria de Justiça, conforme apuração do Blog Juliana Lima.

Assinada pelo promotor de Justiça Thiago Barbosa Bernardo, a recomendação destaca que há um expressivo volume de ofícios e requisições expedidos pelo Ministério Público, inclusive para secretarias municipais, que permanecem sem resposta ou justificativa por parte da gestão. Segundo o MPPE, a situação tem provocado atraso na análise de procedimentos relacionados, principalmente, às áreas de educação, saúde e patrimônio público.

O Ministério Público recomenda que a Prefeitura promova uma força-tarefa administrativa para responder todos os ofícios e requisições pendentes no prazo máximo de 15 dias. Também orienta a implantação de um fluxo de controle para assegurar que futuras solicitações da Promotoria sejam atendidas dentro dos prazos legais, além de determinar que os secretários municipais e demais agentes públicos sejam formalmente orientados sobre a obrigação de cumprir as requisições ministeriais.

Na recomendação, o MPPE alerta que o descumprimento poderá resultar na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo a responsabilização civil, criminal e por improbidade administrativa dos agentes públicos envolvidos.

O Município terá prazo de 10 dias para informar à Promotoria de Justiça se acata a recomendação e quais providências já foram adotadas para regularizar a situação.

A Recomendação nº 001/2026 foi expedida no âmbito do Procedimento Administrativo nº 02273.000.004/2026 e é datada de 13 de julho de 2026.

Compartilhamento

Moraes proíbe Flávio de visitar Bolsonaro por 90 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo prazo de 90 dias.

A decisão foi tomada após Flávio divulgar carta do pai no último sábado, 11. Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.

“O desrespeito de Flávio Bolsonaro à medida cautelar imposta a Jair Bolsonaro de proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiro está totalmente configurado por suas próprias afirmações”, destacou o ministro, citando falas de Flávio que atribuem a Bolsonaro o desejo de divulgar a carta nas redes.

Moraes também intimou a defesa de Bolsonaro a se manifestar em até 48 horas e informar se o ex-presidente tinha ciência da divulgação da carta nas redes sociais do seu filho. Na decisão, o ministro destacou que a afirmação de Flávio de que a carta era um “recado muito importante que ele (Bolsonaro) queria dar para toda a nossa nação” sugere que o ex-presidente tinha ciência da divulgação.

O ministro ainda acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar Flávio por possível propaganda eleitoral antecipada.

“Ressalto, ainda, que a conduta de Flávio Bolsonaro, como instrumento de promoção política de sua pré-candidatura a Presidente da República, com a divulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação”, escreveu Moraes na decisão.

A carta foi lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo em seu perfil. No texto, o ex-presidente diz confiar no senador como a “melhor opção” para combater a corrupção, a violência e o empobrecimentodo Brasil disputando ao Planalto em 2026. A declaração ocorreu em meio à briga pública entre Flávio e sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu a revogação da domiciliar de Bolsonaro neste domingo, 12, sob o argumento de que a carta descumpre proibições cautelares da prisão.

Compartilhamento

Paraná Pesquisas: Raquel Lyra tem 46% e João Campos, 42%

Do Blog do Mário Flávio

A pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (10), mostra uma mudança importante no cenário da disputa pelo Governo de Pernambuco. Em relação ao levantamento realizado em dezembro de 2025, a governadora Raquel Lyra (PSD) consolidou seu crescimento, enquanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB) registrou queda nas intenções de voto.

No principal cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra lidera com 46,8% das intenções de voto, enquanto João Campos aparece com 42,5%. O ex-vereador Ivan Moraes soma 1,3%. Os que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 6,1%, e 3,4% disseram não saber ou preferiram não opinar.

Na comparação com a pesquisa realizada em dezembro de 2025, Raquel foi a candidata que mais cresceu. A governadora avançou 13,7 pontos percentuais, enquanto João Campos apresentou uma retração de 11,8 pontos, alterando significativamente o cenário da disputa estadual.

Já na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, Raquel também aparece na dianteira, com 31,2% das citações. João Campos registra 23,7%, seguido por Ivan Moraes, com 0,2%, enquanto 0,6% citaram outros nomes. Os entrevistados que declararam voto em branco, nulo ou em ninguém somam 4,5%, e 39,7% disseram não saber ou não responderam.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões de Pernambuco e reforça a tendência de fortalecimento político da governadora nos últimos meses. Os números indicam uma recuperação consistente de Raquel Lyra, que amplia sua vantagem sobre João Campos e chega ao mês de julho liderando tanto no cenário espontâneo quanto no estimulado para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Registro PE-00478/2026.

Compartilhamento

MPF emite parecer pela cassação da chapa Sandrinho e Daniel

Primeira mão

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco, emitiu parecer defendendo a manutenção da sentença que cassou os diplomas do prefeito reeleito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, e do vice-prefeito reeleito, Daniel Valadares.

No documento, assinado pelo procurador regional eleitoral Werton Magalhães Costa, o MPF se manifesta pelo não provimento do recurso apresentado pelos gestores, ou seja, pede que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) mantenha integralmente a decisão de primeira instância.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi proposta pela coligação União pelo Povo. Na sentença recorrida, a Justiça Eleitoral reconheceu a prática de abuso de poder político e econômico, determinando a cassação dos diplomas de Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares e declarando a inelegibilidade dos dois, além do ex-secretário municipal de Finanças, Jandyson Henrique Xavier Oliveira, por oito anos.

Ao longo do parecer, o Ministério Público Federal analisa os argumentos apresentados pela defesa, que alegou nulidades na sentença, insuficiência de provas e ausência de participação direta dos candidatos nas supostas irregularidades. Após examinar o conjunto probatório, o órgão concluiu que não há fundamentos para modificar a decisão da 66ª Zona Eleitoral.

Na conclusão do parecer, o procurador regional eleitoral afirma: “Ante o exposto, o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pelo não provimento do recurso.”

O parecer do MPF não encerra o processo. A manifestação será analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), responsável pelo julgamento do recurso e pela decisão sobre a manutenção ou não da sentença de primeira instância.

Compartilhamento

Justiça Eleitoral suspende pesquisa do Instituto Opinião contratada pelo Blog do Magno

Por Ricardo Antunes

A Justiça Eleitoral de Pernambuco barrou a divulgação da pesquisa do instituto Opinião Pesquisas Sociais, contratada pelo Blog de Magno Martins, um dos grandes incentivadores e defensores da campanha de pré-candidato João Campos (PSB). O levantamento, registrado sob o número PE-02274/2026, pretendia medir as intenções de voto para os cargos de governador e senador em Pernambuco nas eleições de 2026.

A decisão, assinada pelo desembargador José Ronemberg Travassos da Silva, foi publicada oficialmente no dia 07 de julho de 2026, após um questionamento feito pelo partido Solidariedade (SD).

O motivo central para a suspensão foi uma falha técnica grave: a ausência da nota fiscal no registro da pesquisa. Segundo as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como o levantamento não foi custeado com recursos próprios do instituto, é obrigatória a apresentação do documento para comprovar quem pagou pelo serviço. O desembargador entendeu que essa falta de transparência impede a fiscalização adequada da regularidade do trabalho e fere a legislação eleitoral vigente.

A determinação final do magistrado proíbe o instituto e o blog de divulgar, publicar ou compartilhar qualquer resultado, tabela ou cenário extraído desta pesquisa em qualquer meio, incluindo redes sociais e rádio. Além de suspender a divulgação, o desembargador deu um prazo de 24 horas para que a empresa apresente a nota fiscal correspondente no portal da Justiça Eleitoral, sob pena de continuidade do bloqueio.

Para garantir que a ordem seja cumprida, foi estabelecida uma multa diária de R$ 10.000,00, que pode chegar ao total de R$ 100.000,00 em caso de desobediência.

Compartilhamento

Prefeitura de Serra Talhada recusou ambulância UTI para não assumir custos de manutenção, revela ofício

Um ofício encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada ao Governo de Pernambuco revela que o município recusou o recebimento de uma Ambulância de Suporte Avançado Tipo D, conhecida como ambulância UTI móvel. O documento, encaminhado ao Governo do Estado em 1º de julho de 2026, informa oficialmente que a gestão municipal “não manifesta interesse no recebimento da Ambulância de Suporte Avançado – Tipo D”.

De acordo com o ofício, assinado pela secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa de Souza Lima, a decisão foi tomada porque a incorporação do veículo exigiria que o município assumisse o custeio das equipes técnicas e operacionais, além da estrutura administrativa e financeira necessária para o funcionamento da ambulância. A Secretaria afirma que, apesar da importância do equipamento para ampliar a capacidade da rede de urgência e emergência, não haveria condições de arcar com esses custos.

O documento também justifica que a política operacional do município junto ao SAMU é desenvolvida em articulação com o consórcio CIMPAJEU, alegando que não seria possível, em curto prazo, criar a estrutura legal necessária para contratação das equipes, realizar estudos técnicos e garantir a previsão orçamentária para manter o serviço.

Ao final, a Prefeitura de Serra Talhada formaliza a recusa da oferta, agradece ao Governo do Estado pela disponibilização do equipamento e informa que permanece à disposição para futuras oportunidades de cooperação institucional.

O ofício que embasa esta matéria foi revelado pelo Blog Júnior Campos.

Compartilhamento

Márcia Conrado confirma recusa de ambulância UTI para Serra Talhada

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), publicou um vídeo nas redes sociais na noite desta sexta-feira se pronunciando sobre a recusa da ambulância UTI tipo D que seria destinada ao município pelo Governo de Pernambuco.

A gestora confirmou que a Prefeitura optou por não receber o veículo e justificou que o equipamento é utilizado exclusivamente para o transporte intermunicipal de pacientes em casos de urgência e emergência.

Segundo Márcia, como Serra Talhada não possui hospital municipal, a ambulância acabaria sem utilização. Ela afirmou ainda que o transporte intermunicipal de pacientes é de responsabilidade dos hospitais regionais instalados na cidade, como o Hospital Eduardo Campos e o Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam).

“Recusamos sim, porque essa ambulância para o município de Serra Talhada ficaria parada. Tendo em vista que ambulâncias tipo D, ela é exclusivamente, para transporte intermunicipais [sic], de casos de urgência e de emergência. Ou seja, eu, enquanto prefeita, a Secretaria de Saúde não tem responsabilidade de fazer transporte intermunicipal se a gente não tem hospital municipal”, declarou.

Compartilhamento

Governo Márcia recusa ambulância UTI destinada pelo Governo do Estado para Serra Talhada

A Prefeitura de Serra Talhada recusou o recebimento de uma ambulância UTI que seria destinada ao município pelo Governo de Pernambuco. A denúncia foi feita nesta sexta-feira pelo deputado estadual Luciano Duque (Podemos) e pelo pré-candidato a deputado federal Miguel Duque. Segundo eles, enquanto outros 53 municípios pernambucanos aceitaram o veículo, Serra Talhada informou ao Estado que não tinha interesse em receber o equipamento.

De acordo com Luciano Duque, a informação foi recebida durante a solenidade de entrega das ambulâncias UTI promovida pela governadora Raquel Lyra (PSD). “Com muita tristeza, recebi a notícia de que a Prefeitura de Serra Talhada recusou um recurso tão importante para a nossa terra”, afirmou o parlamentar.

Ainda segundo Luciano Duque, a gestão municipal alegou não haver necessidade da ambulância. Para o deputado, no entanto, a decisão tem motivação política, já que o veículo foi viabilizado por meio de sua indicação junto ao Governo do Estado. “Espero que Serra Talhada reveja essa decisão e que interesses políticos jamais sejam colocados acima da vida das pessoas. Nosso mandato continuará trabalhando para levar investimentos ao município, sempre com responsabilidade e compromisso com quem mais precisa”, declarou.

Miguel Duque também repercutiu o caso e criticou a recusa do veículo, defendendo que investimentos na saúde devem estar acima de disputas políticas. Nos bastidores, a decisão da prefeita Márcia Conrado (PT) é interpretada por aliados de Luciano Duque como uma recusa de caráter político, em razão da disputa entre a gestora, o deputado estadual e a governadora Raquel Lyra. Até o momento, a Prefeitura de Serra Talhada não havia se pronunciado sobre as denúncias.

Compartilhamento

Com restauração de igrejas históricas, Raquel Lyra acena a eleitorado religioso 

A governadora Raquel Lyra (PSD) entregou, na manhã desta terça-feira (30), duas reformas de igrejas históricas para o catolicismo. Cumprindo agenda em Olinda, a governadora reabriu a Igreja de São Pedro Mártir de Verona e entregou a restauração do Mosteiro de São Bento, ao lado do arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson.

Em discurso, usando como mote o lema beneditino “ora et labora” (reza e trabalha), a chefe do Executivo estadual fez um aceno a um eleitorado religioso católico, que, de acordo o censo de 2022 do IBGE, compõe quase 59% da população pernambucana.


“(Quero) dizer que, para mim, é uma honra como cristã, como católica, poder fazer parte da história, da restauração e locais de fé como estes. Cuidar de patrimônio histórico, ainda mais aquele que dialoga com a nossa fé, com quem somos, os nossos valores, não é um mero compromisso, é uma missão”, disse.

Ainda durante o discurso, a governadora disse que era necessário ter fé para governar. Afirmou, ainda, que apesar da laicidade do estado, os pernambucanos, historicamente, são um povo religioso. Ressaltou também que a igreja “não é um palanque, é um altar”.

Compartilhamento
whatsapp