Ataques apócrifos contra Raquel Lyra revelam o lado mais baixo da política pernambucana
É inadmissível, inaceitável e profundamente repudiável o ataque apócrifo contra a governadora Raquel Lyra, por meio de cartazes espalhados pelas ruas do Recife neste domingo. As peças, de autoria não identificada, fazem uma acusação gravíssima e cruel ao insinuar que a governadora teria matado o próprio marido para se beneficiar eleitoralmente nas eleições de 2022.
Além de ultrapassar todos os limites do debate político, esse tipo de ataque representa uma forma perversa de violência de gênero. Quando uma mulher ocupa um espaço de poder, não pode ser submetida a acusações criminosas, calúnias e ataques pessoais dessa natureza como instrumento de disputa política. É a política transformada em agressão, em crueldade e em tentativa de destruição da honra.
Infelizmente, Raquel não é a primeira mulher da política pernambucana a ser vítima desse tipo de prática. Na eleição de 2020, durante a disputa pela Prefeitura do Recife, Marília Arraes também teve sua honra atacada, inclusive com tentativas de atingir sua religiosidade, em uma campanha marcada por episódios que ultrapassaram os limites do confronto político.
Divergências políticas fazem parte da democracia. Ataques pessoais, calúnias e acusações criminosas, não. O debate eleitoral precisa ser feito com argumentos, propostas e respeito.
Toda solidariedade à governadora Raquel Lyra. Que os responsáveis por esses ataques sejam identificados e responsabilizados. A democracia pernambucana não pode aceitar que a política seja reduzida a esse nível.


