A irresponsabilidade da prefeita Márcia Conrado: último dia de festa é mantido após carnificina na Estação do Forró
Um morto e quinze feridos no São João de Serra Talhada
A decisão da prefeita Márcia Conrado de manter a última noite do São João de Serra Talhada, mesmo após a tragédia que terminou com uma pessoa morta e 15 feridos na madrugada desta quarta-feira, é uma irresponsabilidade sem precedentes. Em vez de suspender imediatamente a programação diante da gravidade do caso, a gestão optou por seguir com a festa como se a carnificina registrada horas antes pudesse ser tratada como um episódio isolado.
O caso escancara a falta de planejamento e de estrutura de segurança no evento. A festa acontece na Estação do Forró, um espaço aberto, sem fechamento adequado e sem uma barreira eficiente de revista, o que facilita a entrada de pessoas armadas. Foi nesse cenário de vulnerabilidade que um ataque a tiros deixou mortos, feridos e policiais militares baleados em meio ao público.
A nota divulgada pela Prefeitura agrava ainda mais a situação ao minimizar a tragédia e classificá-la como “fato isolado”. E, depois de realizar um evento desorganizado e sem a segurança necessária, a prefeita ainda reuniu integrantes do governo no gabinete para posar para uma foto e divulgar nas redes sociais que estava tratando do assunto. Mas discutir providências depois que a tragédia acontece não apaga a falha principal: era obrigação da gestão ter garantido a segurança do público antes, com organização, controle de acesso e estrutura adequada para evitar que pessoas armadas entrassem no local.
Também chama atenção a omissão do Ministério Público de Serra Talhada, que tem o dever de se manifestar até o fim do dia pelo cancelamento da festa. Diante da gravidade dos fatos, manter o evento é expor a população a novos riscos e naturalizar uma sequência de falhas inadmissíveis.
Se a prefeita Márcia Conrado estivesse mais dedicada à administração do município e ao acompanhamento direto da organização dos serviços e dos eventos tradicionais da cidade, em vez de concentrar esforços em agendas políticas voltadas ao projeto eleitoral do marido, Breno Araújo, talvez tivesse havido mais planejamento, mais controle e mais cuidado com a segurança do São João, o que poderia ter evitado uma tragédia dessa dimensão.



