TCE-PE empossa novo presidente Carlos Neves para biênio 2026-2027
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) realizou, nesta quinta-feira (15), a sessão solene de posse do conselheiro Carlos Neves como novo presidente da instituição para o biênio 2026–2027. Durante a cerimônia, que marcou a sucessão do conselheiro Valdecir Pascoal, Neves defendeu a democracia e soberania do Brasil, destacou a prioridade da gestão na primeira infância e no meio ambiente e reiterou que o órgão não integra oposição ou situação no âmbito da política.
“Não somos um órgão de oposição; muito menos de situação. Somos um órgão de composição do interesse público”, declarou, ao reforçar a independência institucional do TCE-PE.
Nas prioridades da nova gestão, o presidente ressaltou que a Primeira Infância será o eixo transversal da fiscalização. “A defesa da Primeira Infância não será um projeto isolado em nossa gestão”, afirmou, defendendo políticas públicas integradas: “Se a criança não tem saneamento, ela adoece; se adoece, ela não aprende; se não aprende, nós falhamos.”
O conselheiro defendeu uma mudança no modelo de controle externo, com foco no diálogo e na resolução de conflitos. “Não falo do diálogo da complacência. Falo do diálogo da efetividade institucional”, afirmou. Segundo ele, o Tribunal vive a superação do “punitivismo tardio” e a consolidação do consensualismo, em que o objetivo principal é garantir que o serviço público funcione. Outro ponto destacado foi a agenda ambiental. Carlos Neves afirmou que o TCE-PE será indutor de políticas voltadas à resiliência climática.
O novo presidente discursou em defesa da democracia e da soberania nacional, criticando o uso de desinformação como instrumento político. “Assistimos à ascensão de redes de ódio remuneradas e de fake news que, sob a máscara da liberdade, tentam corroer a soberania institucional de nações inteiras”, alertou. Para ele, os Tribunais de Contas têm papel essencial nesse cenário. “Somos, efetivamente, o Tribunal da Verdade Factual”, assegurou.








