O discurso relâmpago de Márcia

Sem os afagos costumeiros dos eventos anteriores, quando recebia a governadora Raquel Lyra em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado foi sucinta em seu discurso.

Falando por apenas dois minutos, Márcia usou quase todo o tempo para cumprimentar as autoridades presentes e os aliados políticos da cidade. Somente nos segundos finais agradeceu de forma genérica os investimentos anunciados para a região do Pajeú – sendo a maioria destinados a Serra Talhada -, mas evitou detalhar especificamente cada ação.

Ela, por exemplo, não fez nenhuma referência à autorização de uma maternidade e um IML para Serra Talhada, dois equipamentos fundamentais para a região do Pajeú que serão sediados na Capital do Xaxado. “Serra Talhada está sempre de peito, alma e corpo aberto [sic] quando  se trata de se falar em desenvolvimento da nossa terra. Então governadora, que hoje seja mais um dia de alegria pra nossa terra com muitas conquistas, porque afinal Serra Talhada e o Sertão Pernambucano merece [sic] e faz [sic] por onde ter todas essas melhorias”, disse.

Visivelmente desconfortável no evento ao lado de Raquel, a presença da prefeita na agenda tem gerado opiniões distintas. Rompidas politicamente, o contato entre as duas foi extremamente discreto e formal, sem a conversa de pé de ouvido que era comum entre as duas.

Há quem ache que ela acertou em ter ido por se tratar de uma agenda institucional, mas há também quem ache que era melhor ter evitado a saia justa, considerando o atual cenário de alinhamento do seu principal adversário com Raquel.

Outro detalhe é que a prefeita fez questão de mobilizar aliados do governo para acompanhá-la. A maioria se posicionou em pé, em frente ao palco, atentos para aplaudir e gritar bastante a cada movimento feito pela líder.

Nem os constantes apelos feitos pelo cerimonial para que liberassem a frente do palco para o público ver o evento surtiram efeito. Ninguém arredou o pé da frente do palco até o momento do discurso de Luciano Duque. Foi Duque começar a falar, os aliados de Márcia se dispersaram. No meio, secretários, comissionados, vereadores e parentes da petista.

 

 

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Governo Márcia tenta culpar Raquel por lambanças da prefeitura na Festa de Setembro 

Opinião

Alvo de uma série de investigações envolvendo a Festa de Setembro de 2024, a gestão Márcia Conrado encontrou uma válvula de escape para tentar justificar o show de lambanças promovido pela equipe da prefeita nos preparativos para a festividade da Padroeira desse ano. A festa começa nesta sexta-feira (29), mas a programação oficial do chamado ‘polo nacional’ só foi divulgada ontem (27). As licitações para a estrutura do evento estão sendo feitas às pressas, gerando muita desconfiança por parte da população.

Na imprensa local, o presidente da Fundação Cultural, Josenildo Barboza, tentou culpar o Governo do Estado pela própria desorganização, alegando falta de apoio da governadora Raquel Lyra. A prefeitura chegou a mandar um ofício para a Fundarpe no dia 29 de julho pedindo apoio para pagar a grade de atrações, que previa shows milionários de artistas como Safadão, Tarcísio do Acordeon, Simone Mendes e Leonardo. Como a Fundarpe não abriu os cofres para bancar a festa milionária de Márcia, o governo da petista está aproveitando para usar a governadora como bode expiatório.

Fica claro que a prefeitura deixou para pedir apoio encima da hora para deixar o governo Raquel constrangido, uma vez que o Estado trabalha com uma lista específica de artistas que podem ser liberados pela Fundarpe e Empetur para as festividades dos municípios. O governo Raquel não banca show milionário de Safadão, Simone Mendes e Leonardo.

Mas a estratégia de culpar Raquel não cola. É de conhecimento da população que a prefeitura é alvo de investigações do Ministério Público de Pernambuco por irregularidades graves nos pagamentos efetuados na Festa de Setembro 2024. E além disso, o fato é que independente de apoio do Estado ou não, Serra Talhada sempre conseguiu realizar a Festa de Setembro com recursos próprios, principalmente na época do ex-prefeito Luciano Duque, que passou os dois mandatos sem alinhamento com os governadores do PSB.

Lógico, se o Estado quisesse apoiar o evento, apoiaria independente do ofício ter sido enviado encima da hora ou não. Mas o Estado está certo de não querer liberar dinheiro do povo para pagar uma festa suspeita de irregularidades.

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“No palanque em que Mário Viana estiver, eu não subo”, diz Zé Negão

O vereador Zé Negão botou mais uma pitada de pólvora na relação delicada entre o grupo de oposição de Afogados da Ingazeira, liderado por ele e Danilo Simões, e o gerente Gerente Regional de Articulação da Casa Civil do Governo do Estado, Mário Viana Filho.

Em declaração à Coluna do Finfa desta quarta-feira (27), Zé disse que não irá subir no palanque onde Mário Viana estiver nas eleições de 2026. A declaração abre interrogações, uma vez que Mário e Zé fazem parte do grupo da governadora Raquel Lyra na região do Pajeú.

Zé Negão ainda não digeriu a decisão de Mário Viana de não apoiar a candidatura da oposição em Afogados nas eleições de 2024. Na ocasição, Mário disse em entrevista à Rádio Pajeú que não subiria no palanque de Danilo e Edson Henrique nem se Raquel Lyra pedisse. A oposição o acusa de ter usado o espaço dentro do governo do estado para atrapalhar o projeto da oposição em benefício da campanha de reeleição do prefeito Sandrinho, do PSB.

“Estou decidido que no palanque que o Gerente de Articulação do Governo do Estado, Mário Viana, estiver, eu não subo. Na nossa eleição em 2024 ele deu entrevista no programa de Nill Júnior e falou que não subia no nosso palanque e nem votava em Danilo Simões, nosso candidato a prefeito, mesmo que a governadora Raquel Lyra pedisse. Simplesmente agora estou retribuindo o mesmo gesto”, declarou Zé Negão a Júnior Finfa.

Zé Negão jogou para a governadora Raquel Lyra a responsabilidade de escolher se prefere o apoio de Mário Viana ou da oposição de Afogados, que obteve quase dez mil votos em 2024. “Agora, se a governadora Raquel Lyra achar ele mais importante do que nosso grupo, fique com ele. A decisão é dela. Já aguentei demais Finfa, isso não existe em lugar nenhum no mundo, uma pessoa sem voto, querer mandar em um grupo que teve quase 10 mil votos. Sinceramente é muita humilhação”, completou.

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STF barra tentativa da oposição de impedir publicidade do Governo Raquel Lyra

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, rejeitou nesta terça-feira (26) o recurso do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) que solicitava a suspensão do contrato de publicidade do Governo de Pernambuco, com valor total estimado de R$ 1,2 bilhão em dez anos. O TCE-PE recorreu ao STF após o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negar o pedido da Corte de Contas.

Com a decisão de Barroso, o governo do estado, que está no processo como terceiro interessado, poderá executar os contratos, que são discutidos pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na CPI da publicidade.

Ao analisar o caso, o presidente do STF disse não ter identificado “risco de grave lesão à ordem pública que justifique o deferimento da medida” e concluiu que a matéria deve seguir em discussão no TJPE, que examinará o mérito do processo.

“Entendo, no entanto, que não é o caso de se adentrar na discussão se, na prática, o que houve foi uma sustação do contrato, o que não seria possível. Isso porque não se vislumbra, na hipótese, grave lesão à economia pública que exija provimento de urgência nesta via excepcional”, disse Barroso na decisão.

No texto, o ministro ressaltou ainda que “trata-se de um contrato cuja execução ocorre por demanda, não havendo obrigação de desembolso fixo ou antecipado […], servindo o valor global do contrato apenas como um limite máximo para sua execução”.

A Procuradoria-Geral da República, no entanto, se manifestou em parecer pelo deferimento do pedido do TCE-PE.

Entenda o caso

Por meio de medida cautelar, o TCE-PE determinou a suspensão do pagamento de campanhas emergenciais, apontando risco de dano ao erário perante os valores, que chegam a R$ 120 milhões por ano. A resolução foi reconhecida parcialmente, ainda permitindo a quitação de ações emergenciais e de serviços já prestados.

A E3 Comunicação Integrada Ltda., uma das agências contratadas, recorreu da decisão do TCE no TJPE, que suspendeu a medida cautelar, afirmando que não havia provas de fraude, má-fé ou prejuízo concreto ao erário, o que levou à retomada do contrato.

O TCE afirmou que a suspensão da decisão poderia resultar na “grave lesão à ordem e à economia públicas”. Barroso reconheceu a legitimidade do TCE para requerer a medida, porém, foi contrário à sua decisão dizendo que “no presente caso, há controvérsia”.

“O TCE-PE entende que a medida cautelar atinge apenas os pagamentos relacionados ao contrato. A empresa impetrante do mandado de segurança e o Estado defendem que esse ato implicou a sustação parcial do contrato, o que representaria usurpação da competência privativa da Assembleia Legislativa”, explicou Barroso.

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Danilo sobre Mário Viana: “Precisa dizer qual a relação com a Frente Popular e os favores que deve ao prefeito Sandrinho”

O líder da oposição de Afogados da Ingazeira, Danilo Simões (PSD), não deixou barato a nota divulgada na última semana pelo gerente regional de Articulação da Casa Civil, Mário Viana, que rebateu as declarações feitas por Danilo na Rádio Pajeú sobre o uso da estrutura do governo estadual para a cooptação de aliados do grupo de Danilo em Afogados.

Em nota, Mário negou as acusações. Disse que Danilo faltava com a verdade. Também negou fazer jogo duplo para se beneficiar dos governos Raquel e Sandrinho. A réplica de Danilo veio na Coluna do Finfa desta segunda-feira (25). Danilo reafirma a ausência de lideranças locais nos órgãos do estado em Afogados. Também nega qualquer mau-estar com o deputado Luciano Duque.

Em nenhum momento ataquei os Gestores dos órgãos regionais, mas sim cobrei espaços para o grupo que represento e destaquei que não tem nenhum afogadense nessas posições de liderança. Outra mentira da nota, é que eu ofendi o Presidente do IPA, Miguel Duque e seu pai, o Deputado Luciano Duque. Sequer citei o nome do deputado na entrevista. Apenas comentei um fato que ocorreu no IPA, órgão comandado por Miguel Duque”, afirmou.

Ele também cobrou de Mário um posicionamento em relação ao grupo do PSB em Afogados, adversários ferrenhos de Raquel Lyra. ”O que Mário deveria ter respondido era, por que está utilizando a estrutura do Estado para cooptar pessoas do nosso grupo, tentando formar um outro grupo? Precisaria ter dito claramente para a população de Afogados da Ingazeira, qual a sua relação com a Frente Popular local e o prefeito Alessandro Palmeira? Quais os favores ele deve ao prefeito? Nunca vi um pronunciamento dele criticando à Frente Popular de Afogados da Ingazeira, a qual seus membros diuturnamente criticam de forma dura a Governadora Raquel Lyra. Na política, assim como na vida, não se pode servir a dois senhores”, pontuou Danilo Simões.

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Raquel destina R$ 65 milhões para maternidade regional em Serra Talhada

A ordem de serviço deve ser anunciada nesta semana durante plenária do Ouvir para Mudar na Capital do Xaxado. 

Na próxima quinta-feira (28), a governadora Raquel Lyra estará de volta à região do Pajeú para participar da Plenária do Orçamento Participativo “Ouvir para Mudar”, que acontecerá na EREFEM Methodio de Godoy Lima, em Serra Talhada.

Além da participação na plenária que está rodando o estado, a grande expectativa é para o anúncio da ordem de serviço da maternidade que será construída na Capital do Xaxado. A obra foi uma promessa de campanha de Raquel em 2022, que prometeu construir cinco novas maternidades no estado, ampliando a rede pública de saúde.

Por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), a licitação da maternidade já foi homologada pelo governo estadual, com investimento na ordem de R$ 65 milhões. A empresa vencedora do Processo Licitatório nº 005/2025 foi a Cinzel Engenharia Ltda.

 

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TCE aponta rombo de R$ 500 mil causado por Márcia e Lisbeth na Previdência de Serra Talhada

Por Júnior Campos – Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) revelou graves irregularidades na gestão do Instituto de Previdência Própria dos Servidores Públicos de Serra Talhada, entre os anos de 2020 e 2023.

O relatório aponta falhas no repasse de contribuições, problemas de governança e risco de insolvência do regime próprio, responsabilizando diretamente a prefeita Márcia Conrado e a secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa de Souza Lima.

De acordo com o levantamento, a prefeita é acusada de adotar medidas inadequadas para garantir o equilíbrio financeiro e atuarial da previdência, deixando de providenciar estudos de impacto e permitindo o repasse parcial das contribuições. Já a secretária de Saúde teria se omitido quanto ao recolhimento integral e tempestivo das obrigações, gerando prejuízo de quase meio milhão de reais ao fundo.

O relatório indica que Márcia Conrado deve devolver R$ 19,5 mil, enquanto Lisbeth Rosa responde por um dano apurado de R$ 489 mil. Somados, os valores ultrapassam R$ 500 mil.

A situação é considerada crítica. O TCE constatou que o regime próprio enfrenta insolvência atuarial e financeira, com repasses insuficientes, aumento de salários sem estudos prévios e falhas na gestão administrativa. Em 2023, por exemplo, o Fundo Municipal de Saúde repassou apenas 37,8% do que devia à previdência, enquanto a autarquia educacional deixou de recolher quase R$ 700 mil entre março e dezembro, sem qualquer parcelamento firmado.

O documento também aponta que os conselhos responsáveis pela gestão previdenciária funcionaram de forma irregular, com reuniões abaixo do mínimo exigido por lei, além de inconsistências em informações enviadas ao sistema nacional de controle (CADPREV).

Na conclusão, o TCE alerta que as falhas de gestão colocam em risco a sustentabilidade da previdência municipal e exigem medidas urgentes para evitar maiores prejuízos aos servidores de Serra Talhada.

Relatorio Auditoria IPPS

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Em meio à queda do FPM, Flores anuncia festa milionária para o aniversário da cidade

Apesar da crise financeira e da redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a Prefeitura de Flores lançou uma programação festiva robusta para o aniversário da cidade, que será comemorado no próximo dia 11 de setembro.

Até o momento, duas atrações já foram oficialmente anunciadas: a dupla Iguinho e Lulinha e a cantora Walkyria Santos. O pagamento de R$ 400 mil para a apresentação de Iguinho e Lulinha já foi ratificado pelo prefeito Cícero Gilberto Ribeiro, conforme publicação no Diário Oficial dos Municípios de Pernambuco.

O valor divulgado refere-se apenas à contratação da primeira atração, sem incluir custos com som, iluminação, segurança, infraestrutura e cachê da segunda atração, o que indica que o investimento total da festa pode ultrapassar significativamente os R$ 400 mil.

A festa marca a emancipação política do município, mas desperta questionamentos sobre a prioridade dos gastos públicos em um momento de queda do FPM e restrições orçamentárias.

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Serra: presidente da Câmara pede desculpas a enfermeiros

Do Blog Júnior Campos – Durante a sessão ordinária desta terça-feira (19), o presidente da Câmara de Vereadores de Serra Talhada, Manoel Enfermeiro, usou a tribuna para pedir desculpas públicas após a repercussão negativa de declarações feitas por ele na última semana.

“Mas quando a gente erra a gente tem que ter respeito, eu tô aqui em público pedindo a todos vocês desculpa”, disse o parlamentar, em tom de retratação.

Na ocasião anterior, Manoel Enfermeiro havia feito críticas à gestão do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), o que motivou uma nota de repúdio emitida pelo Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE). A entidade classificou as falas como desrespeitosas e em desacordo com a valorização da categoria.

O pedido de desculpas acontece em meio à pressão da classe de enfermagem e de lideranças políticas locais, que cobraram respeito ao trabalho realizado pelos profissionais de saúde.

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Operação do MPPE investiga desvio de recursos públicos na gestão João Campos

Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na manhã desta quinta-feira (14), tem como principal alvo a Prefeitura do Recife. De acordo com a investigação, um grupo criminoso desviou verbas públicas que deveriam ter sido empregadas na manutenção e recuperação predial na gestão do prefeito João Campos (PSB).

A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPPE, com apoio de promotores de Minas Gerais e do Maranhão. Na operação, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão nos municípios do Recife e de Paulista, além de Pouso Alegre, João Pinheiro, Montes Claros e Conselheiro Lafaiete (MG) e Chapadinha (MA).

As ordens foram expedidas pelo Juízo da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife. O MPPE alegou que o inquérito está sendo conduzido sob sigilo e não informou quem são os servidores públicos, empresários e outros investigados.

De acordo com o Gaeco, a investigação apura a existência de uma quadrilha dedicada a fraudes em licitações e contratos administrativos, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

“O grupo agia por meio de uma sofisticada e complexa estratégia de adesão a atas de registro de preços, conluio entre empresas de Minas Gerais e Pernambuco, seus respectivos representantes e sócios, com possível participação de servidores públicos e outros agentes encarregados pela fiscalização de obras e serviços de Engenharia na capital pernambucana”, informou, em nota, o MPPE.

Os indícios apontam para produção “sob encomenda” de atas de registro de preços para viabilizar contratações diretas por outros entes governamentais.

As atas estabelecem preços para diversos itens e serviços de correção e manutenção predial e totalizam valores que, somados, ultrapassam R$ 500 milhões. “Contudo, a contratação pelos entes públicos titulares da ata foi mínima ou inexistente”, apontou a investigação do Gaeco.

O inquérito indica que a Prefeitura do Recife aderiu a algumas das atas e realizou contratações significativas, que alcançaram o patamar de mais de R$ 100 milhões, envolvendo secretarias como a de Educação e Saúde.

Em nota, a Prefeitura do Recife reafirmou “que todas as contratações seguiram rigorosamente o que é previsto em lei”.

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Josenildo Barbosa é convocado para explicar pagamentos suspeitos da Festa de Setembro em Serra Talhada

A gestão da prefeita Márcia Conrado está na mira do Ministério Público de Pernambuco por supostas irregularidades nos pagamentos das atrações contratadas para a Festa de Setembro de 2024 em Serra Talhada, no Sertão.

De acordo com a portaria de instauração do Inquérito Civil nº 02162.000.028/2025, há indícios de irregularidades no pagamento de atrações por entes privados que não constam no contrato de parceria firmado com o SESC. As irregularidades, se comprovadas, podem caracterizar atos de improbidade administrativa, nos termos dos artigos 9º, 10 e 11 da  Lei n. 8.429/92, que trata sobre enriquecimento ilícito, vantagem patrimonial indevida, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens públicos.

Diante dos indícios de irregularidades, o promotor público Vandeci Sousa Leite mandou notificar o presidente da Fundação Cultural de Serra Talhada, Josenildo Barbosa, para comparecer à 2ª Promotoria de Justiça do município com a finalidade de esclarecer os fatos apontados. A data da ouvida não foi divulgada pelo MPPE.

CONFIRA O QUE DIZ A LEI n. 8.429/92:

Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente:         (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)

Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente:         (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)

Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:         (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)

 

Foto: Licca Lima / Farol de Notícias

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Ministério Público recomenda adequações sanitárias na feira do gado de Serra Talhada

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Serra Talhada, recomendou que a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Agricultura e a Vigilância Sanitária adotem, nos prazos estabelecidos, medidas de controle sanitário e estrutural na Feira de Animais do município.

Em vistoria realizada pela Coordenação de Vigilância Sanitária em 25 de maio deste ano, foram constatadas irregularidades, como descumprimento de normas da Resolução RDC nº 216/2004 e condições inadequadas de higiene e segurança para pessoas e animais.

Foi recomendado, então, à Secretaria de Agricultura que promova, no prazo de 30 dias corridos: o controle de entrada e saída de animais mediante Guia de Trânsito Animal (GTA); a limpeza e troca frequente da água dos bebedouros de pneus; e a disponibilização de funcionários e equipamentos suficientes para atender as demandas da feira.

Já o Município, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária, deverá realizar a notificação dos proprietários dos estabelecimentos, para que, no prazo de 45 dias corridos: instalem pias e torneiras nos pontos de comercialização de alimentos;  promovam a adequação ou remoção de banheiros instalados nos boxes, além de ajustes estruturais para que os locais de alimentação atendam às exigências sanitárias. Também foi orientado que a Vigilância Sanitária realize nova inspeção para verificar o cumprimento das exigências, aplicando sanções, se necessário.

Por fim, o MPPE solicitou a divulgação ostensiva da recomendação nos meios oficiais do município. A íntegra do documento, de autoria do Promotor de Justiça Vandeci Sousa Leite, pode ser consultada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE, edição do dia 7 de agosto.

 

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Mãe de Márcia Conrado acusada de injúria racial contra vereador de Serra Talhada: “Negro seboso”

O portal Farol de Notícias traz uma revelação gravíssima de injúria racial que teria sido cometida pela vereadora Alice Conrado na sessão desta semana na Câmara de Serra Talhada.

Conforme a reportagem, a mãe da prefeita Márcia Conrado teria xingado o vereador China Menezes de “negro seboso”. O ataque teria sido motivado pelas cobranças ao governo feitas por China na tribuna. Enfurecida, Alice teria soltado os cachorros no ex-colega de bancada, chegando ao ponto de cometer injúria racial contra ele.

“Terminei meu discurso e ela partiu para provocação, dizendo que eu deveria fazer cobranças ao deputado Luciano Duque, porque eu era ‘xirimbaba’ do deputado. Insatisfeita, ainda mandou eu calar a minha boca, usando a expressão ‘negro seboso’”, lamentou China.

A injúria racial, segundo a legislação brasileira, é considerada um crime previsto na Lei nº 7.716/89, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. Recentemente, a Lei nº 14.532/2023 equiparou a injúria racial ao crime de racismo, ampliando a proteção e as penalidades para essa prática.

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MPPE cobra de Márcia medidas para conter aumento dos animais de rua em Serra Talhada

Do Farol de Notícias – O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) requisitou da Prefeitura de Serra Talhada uma resposta para que atenda medidas que evitem o aumento do número desenfreado de cães e animais nas ruas de Serra Talhada.

A recomendação é assinada pelo promotor Vandeci de Souza, expedida no último dia 1º, de forma ampla, atingindo vários âmbitos e cobrando a responsabilização pela ausência de política pública da gestão Márcia Conrado sobre o caso.

A promotoria recomenta, por exemplo, que no prazo de 6 meses a Prefeitura: “Crie e mantenha políticas públicas, por meio de lei municipal, que prevejam proteção aos animais vítimas de maus-tratos, aos animais de rua (não comunitários), aos animais abandonados, bem como aos animais vítimas de acidentes”.

Dentre os itens colocados, a promotoria pede a “elaboração de política permanente, sistematizada e eficaz de controle populacional de cães e gatos nos bairros do Município através da castração”.

Bem como “instituir, por meio de lei municipal, a obrigatoriedade do uso de equipamento de segurança conhecido como “focinheira” em cães de raças notoriamente violentas e perigosas quando transitarem em parques, praças e vias públicas de Serra Talhada”

A recomendação orienta para que a gestão estabeleça também forneça: “Local, próprio ou contratado, com estrutura adequada e profissionais habilitados para transporte, recepção, atendimento emergencial, tratamento, esterilização (castração), vacinação, reabilitação, identificação e registro, encaminhamento provisório e encaminhamento definitivo, conforme o caso, de animais (em especial animais domésticos vítimas de maus-tratos, animais em situação de rua não comunitários, animais comunitários, animais abandonados ou animais vítimas de acidentes, incluindo aqueles que tenham sido apreendidos em decorrência de práticas ilegais), mantendo de forma permanente e sem interrupção este serviço e com capacidade operacional para atender a demanda existente no município.”

“Que o encaminhamento definitivo dos animais se dê por meio de medidas, como adoção, soltura na natureza (conforme o caso) ou, em caso de impossibilidade de reabilitação do animal, no centro de bem estar ou em outro local custeado pelo Poder Público, que conte com estrutura adequada para abrigar os animais, bem como fornecer cuidados e alimentação, de forma a garantir o seu bem-estar e sua vida digna enquanto se mantiverem sob custódia da municipalidade.”

“Que a eutanásia seja regulamentada para que sua utilização seja realizada de modo excepcional e motivado, e como medida apta a evitar o sofrimento do animal, ficando restrita às situações nas quais não há a possibilidade de adoção de medidas alternativas”.

“A elaboração e efetiva implementação de legislação específica sobre a guarda responsável, inclusive com a aplicação de sanções administrativas que desestimulem atos atentatórios à saúde, bem-estar e dignidade dos animais”.

“Campanhas de educação humanitária/ animal/ ambiental periódicas, informando a população a respeito das normas existentes sobre o tema, da necessidade da tutela responsável de animais, da
adoção, de vacinação periódica e de outros serviços públicos (como os elencados acima) e políticas sobre proteção animal”.

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Mistério: Um detento morto e outro ferido na Cadeia Pública de Serra

Um detento identificado como José Ueldon dos Santos, de 35 anos, foi encontrado morto na Cadeia Pública de Serra Talhada, na manhã deste domingo (3).

Segundo informações apuradas pela imprensa local, o caso seria de suicídio, mas a causa da morte ainda não foi revelada. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) e a Polícia Civil já abriu investigação para apurar os fatos.

Esta não foi a primeira vez que um detento morreu dentro da cadeia de Serra Talhada. Em 2017, Carlos Agostinho, 44 anos, foi encontrado morto dentro de uma cela nessa quinta-feira (5). Ele respondia pelo crime de estupro. Seu corpo foi encontrado com um pedaço de fio de energia amarrado ao pescoço, pendurado na grade da janela de um banheiro.

Na semana passada, um outro detento, de 29 anos, foi hospitalizado no Hospital Eduardo Campos, e encontra-se em estado grave. Segundo a direção da cadeia, a vítima teria sofrido uma queda. Com informações do Farol de Notícias.

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