Caso Edvaldo Guedes: esposa arquitetou a morte do marido em Carnaíba
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta sexta-feira (06/02/2026), a Operação DRIVER, que resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pela Vara Única da Comarca de Carnaíba, após parecer favorável do Ministério Público. A ação está relacionada a um homicídio de grande repercussão ocorrido na região do Pajeú, em novembro de 2024, inicialmente registrado como acidente de trânsito.
A operação foi coordenada pela Delegacia da 167ª Circunscrição de Afogados da Ingazeira, com apoio da 20ª e da 21ª DESEC, de policiais civis da Polícia Civil da Paraíba (PCPB) e de policiais militares do 23º Batalhão da Polícia Militar. Ao todo, três pessoas foram presas: duas em Serra Talhada (PE) e uma em Campina Grande (PB).
O caso causou forte comoção social por envolver a morte de Edvaldo Guedes do Nascimento, pessoa conhecida na comunidade. Embora o registro inicial apontasse para um sinistro viário, o avanço das investigações comprovou tratar-se de um homicídio dolosamente planejado, resultado de um esquema criminoso cuidadosamente arquitetado para tirar a vida da vítima.
As apurações indicaram que a esposa de Edvaldo foi a mentora do crime, tendo contratado terceiros para auxiliar na execução. Na madrugada do dia dos fatos, a investigada saiu de Serra Talhada com destino a Afogados da Ingazeira, acompanhada de um taxista, também investigado, em um Toyota Corolla branco, permanecendo em vigilância nas proximidades da residência da vítima.
Edvaldo tinha o hábito de sair cedo de Afogados da Ingazeira com destino a Quixaba, em uma motocicleta. Naquele dia, ao deixar sua residência, passou a ser monitorado e seguido pelo Corolla, ocupado pela esposa e um comparsa. Já na saída da cidade, a perseguição foi assumida por um segundo veículo, um Ford Fiesta, responsável pela execução direta do crime, atropelando a vítima de forma intencional, evidenciando o claro propósito de matar.
Após o atropelamento, o Ford Fiesta tentou fugir, mas apresentou falha mecânica e parou a poucos metros do local. Em seguida, o Corolla deixou a esposa na casa de sua mãe e retornou à cena para resgatar o comparsa, em razão do defeito apresentado pelo Fiesta, concluindo a dinâmica do plano previamente traçado.
A Polícia Civil destacou que o esclarecimento do crime só foi possível graças à combinação de métodos modernos e tradicionais de investigação, como análises técnicas, cruzamento de informações, trabalho de campo e diligências qualificadas. O resultado é fruto do esforço intenso e minucioso dos policiais civis envolvidos, que atuaram de forma integrada e persistente até a completa elucidação dos fatos.
A Polícia Civil de Pernambuco reafirma, assim, seu compromisso com a verdade, a justiça e a segurança da população, demonstrando que nenhum crime permanece impune, mesmo quando inicialmente mascarado como um acidente de trânsito.








