Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), ao vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Com 51,79% (64.256.232) dos votos válidos, contra 48,21% (59.826.041) do adversário, Lula conquistou um novo mandato e seguirá no Palácio do Planalto a partir de 1º de janeiro de 2027.
A vitória representa o quarto mandato presidencial do petista, considerando os dois governos entre 2003 e 2010 e o atual, iniciado em 2023. O resultado também impede a chegada de Flávio Bolsonaro à Presidência e mantém o PT à frente do governo federal por mais quatro anos.
Como foi o resultado do segundo turno
No primeiro turno, Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos levou a eleição para a segunda etapa, em uma disputa marcada pela polarização entre o petismo e o bolsonarismo.
No segundo turno, Lula buscou ampliar a vantagem entre eleitores que votaram em candidatos derrotados na primeira etapa e consolidar o apoio recebido em regiões nas quais o PT tem presença histórica.
Resultado final: Lula (PT): 51,79% ou 64.256.232 votos. Flávio Bolsonaro (PL): 48,21% ou 59.826.041 votos. Brancos: 1,12% ou 1.430.496 votos. Nulos: 2,12% ou 2.723.305 votos. Abstenção: 19,22% ou 30.509.005 eleitores.
Campanha teve mobilização digital, debate e apoio de artistas - Lula apostou na mobilização nas redes sociais, em atos de rua e na defesa de programas sociais e de políticas de seu governo. No WhatsApp, aliados do presidente impulsionaram o canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A iniciativa ganhou uma resposta de apoiadores de Flávio com a “Tropa do Flávio”.
A disputa digital incluiu acusações de disseminação de informações falsas e reclamações sobre o alcance de publicações. O TSE cobrou da Meta tratamento isonômico para os conteúdos políticos das duas campanhas.
O debate da Band, em 18 de outubro, intensificou as acusações entre os candidatos e levou o tema dos sigilos bancário e telefônico ao centro da reta final. Lula desafiou Flávio a abrir seus dados, e as campanhas formalizaram depois um acordo no TSE para a abertura simultânea de informações dos presidenciáveis, familiares e empresas associadas.
O confronto também envolveu o financiamento buscado com Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, e investigações que atingem pessoas próximas ao presidente, entre elas seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os dois lados usaram essas questões para questionar o adversário, mas acusações e investigações não significam condenação.
Na tentativa de preservar sua vantagem no Nordeste, Lula reforçou a defesa de programas sociais e das ações de seu governo. A região havia dado ao petista uma vantagem expressiva no primeiro turno, com vitória nos nove estados. Flávio buscou reduzir essa diferença com agendas e declarações direcionadas ao eleitorado nordestino.
Lula também contou com apoio público de artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo, enquanto Flávio recebeu manifestações de nomes como Neymar, Amado Batista, Zezé Di Camargo e Leonardo. Os apoios foram acompanhados por atos em diferentes cidades, incluindo mobilizações na Avenida Paulista, que se tornou um dos principais palcos da disputa nas ruas.
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