O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)afirmou, nesta terça-feira (20), que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, é “podre” quando se trata de honestidade. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva no ato de campanha realizado entre Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, a cinco dias do segundo turno das eleições.
“Ele certamente não vai ter coragem de abrir o sigilo dele, não vai ter coragem de abrir o sigilo telefônico, nem a conta bancária, e não vai ter coragem nem de abrir [os dados] de pessoa jurídica, porque ele sabe que a vida dele é podre quando se trata da honestidade.”
O presidente disse que já protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares e de uma empresa da qual é sócio, desde que Flávio Bolsonaro aceite fazer o mesmo.
A afirmação foi feita após o desafio lançado pelo petista durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado pela Band no domingo (18). Lula propôs que os dois candidatos tornassem públicos os dados para que os eleitores pudessem avaliar as acusações de corrupção feitas durante a campanha.
Ato reúne apoiadores de Pernambuco e da Bahia
A declaração de Lula ocorreu momentos antes de uma caminhada de campanha no Vale do São Francisco, com concentração na Orla II de Juazeiro e encerramento previsto na Avenida Guararapes, no Centro de Petrolina. A mobilização reúne apoiadores e lideranças políticas dos dois estados na reta final da disputa presidencial.
Entre os nomes anunciados para o ato estavam o presidente nacional do PSB, João Campos, os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão, a senadora eleita Marília Arraes e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
A atividade integra a estratégia de Lula para ampliar sua votação no Nordeste antes do segundo turno, marcado para domingo (25). No primeiro turno, o petista obteve 63,45% dos votos válidos em Pernambuco, contra 31,03% de Flávio Bolsonaro, segundo os dados eleitorais citados na cobertura da campanha.