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PL quer disputar presidência do Senado mesmo com aceno de Alcolumbre

Senadores escolhem em fevereiro de 2027 quem comandará a Casa pelos próximos dois anos. Atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) tenta se reeleger ao cargo.

Por: Juliana
02/11/2026 às 11h51 Atualizada em 02/11/2026 às 12h12
PL quer disputar presidência do Senado mesmo com aceno de Alcolumbre

Apesar das tratativas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com senadores de todos os partidos, o PL deve anunciar, na próxima quarta-feira (4), Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado em fevereiro de 2027.

O partido terá a maior bancada do Senado a partir dos novos senadores, eleitos em outubro. Serão 28 parlamentares. Alcolumbre tenta se reeleger ao cargo. A estratégia do amapaense passa por conseguir votos mesmo de senadores de partidos da oposição, como PL, PP e Republicanos.

Na última semana, Alcolumbre tem discutido com parlamentares a possibilidade de pautar um projeto para anistiar os condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Desta forma, o presidente do Senado poderia angariar apoio da oposição para uma eventual reeleição e ainda conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O último levantamento do STF, de abril, informa que, dos condenados pela tentativa de golpe, há ainda 190 presos. Desses, 70 estão em prisão domiciliar. Em abril desde ano, o Congresso deu aval a uma proposta que permite a redução das penas, que será avaliada caso a caso pelo STF.

Uma liderança importante do PL dentro do Senado afirmou, nos bastidores, que essa tese da anistia poderia servir tanto para os condenados quanto para quem os julgou, em referência ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Desta forma, uma apuração relativa à conduta do ministro na condução do processo não seria aberta pelo Senado.

Esse senador também afirmou que defendeu, para os colegas de partido, que talvez não valha para o PL o "desgaste" de apostar numa candidatura própria para disputar a presidência do Senado e, em caso de derrota, a legenda ficar sem o comando de comissões importantes. A exemplo do que aconteceu em 2023, quando Rogério Marinho, candidato pelo PL, foi derrotado por Rodrigo Pacheco.

O parlamentar do PL argumenta ser contrário a uma "radicalização" na eleição da Mesa, ou seja, que o PL lance candidato sem antes tentar compor um acordo com Alcolumbre. Mesmo com a tentativa de aproximação, o PL, de forma majoritária, não aceitou um acordo com o presidente do Senado e pretende colocar Marinho em campanha a partir da próxima semana. (G1)

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